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Editorial

Até calados somos julgados

Henrique Pajares

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Já não bastasse toda a crise envolvendo a pandemia do coronavírus, estamos vivendo também uma guerra de opiniões na sociedade, principalmente nas redes sociais. Isso por que está cada dia mais complicado nos posicionarmos sobre qualquer assunto, que logo de cara somos acusados com algum jargão.

No domingo (31/05), Capivari do Sul registrou uma carreata em prol do governo Jair Bolsonaro, presidente da república, e noticiamos no nosso site e redes sociais. Foi o suficiente para dar início a uma inundação de acusações e ofensas, principalmente no Facebook. Se você apoia o governo é taxado de fascista, miliciano, homofóbico, gado, e por aí vai. Se você for contra, é acusado de ser a favor da corrupção e todos os outros males causados pelos antigos políticos. A tão sonhada democracia e educação que todos pregam parece não existir quando somos confrontados com opiniões diferentes.

Logo em seguida tivemos o caso envolvendo a morte de um negro nos Estados Unidos por um policial. Então entrou a discussão do racismo. Justo, pois é inacreditável como em pleno 2020 ainda estamos debatendo assuntos como estes, que deveriam estar enterrados. Mas, qualquer frase ou palavra mal interpretada, é motivo para novamente sermos taxados.

Um exemplo simples nesta semana foi ver o post de uma pessoa no Instagram que dizia ser inadmissível as empresas não se posicionarem em meio a este assunto do racismo, sem manifestar seu apoio à população negra. E mais, esta pessoa ainda orientava as demais a pararem de seguir e comprar de empresas que não estavam expondo sua “indignação” ao que estava acontecendo nos Estados Unidos. Na visão desta pessoa, ninguém pode se omitir diante de um caso como este. Então, o direito à liberdade de expressão significa que temos que nos manifestar em relação a tudo? Não podemos escolher, em determinadas situações, ficarmos calados?

Também nesta semana, a Rede Globo foi duramente criticada após a divulgação de uma imagem em que uma bancada composta apenas por jornalistas brancos discutiam racismo na Globo News. Diante disso, a emissora decidiu reunir uma nova bancada, composta só por jornalistas negros para falar do assunto e ouvir suas opiniões, sentimentos e problemas enfrentados no dia a dia por causa da cor da sua pele. Mas novamente foi acometida por críticas e xingamentos, sendo taxada de hipócrita e querendo “ganhar pontos” com os negros.

Realmente estamos vivendo um momento muito delicado da história humana, onde não bastasse toda dor e sofrimento causado por doenças, guerras e desastres naturais, ainda temos que conviver com o ódio e falta de empatia entre as pessoas. Se você fala, você é criticado. Se você se omite, também é acusado de não posicionar-se e com isso está sendo condizente com o que acontece. Ou seja, nem ficando calados escapamos do julgamento alheio.

Editorial

Gasolina pesará ainda mais no bolso dos brasileiros

Henrique Pajares

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A gasolina e o diesel ficarão mais caros pela quarta vez seguida neste ano. Desde a sexta-feira (19), os preços médios da Petrobras nas refinarias subirão para R$ 2,48 (gasolina) e R$ 2,58 (diesel), após aplicação de reajustes de R$ 0,23 e de R$0,34 por litro, respectivamente. Isso representa aumento de 10% (gasolina) – desde o início do ano, o acumulado alcança 35% – e 14,7% (diesel).

Com isso, o preço do litro nas bombas pode chegar perto dos R$ 6,00, pesando ainda mais o bolso do consumidor. O preço da gasolina e do diesel vendidos pelo posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras.

Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

Neste sentido, o presidente Jair Bolsonaro tem cobrado governadores no sentido de que eles reduzam o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) sobre os preços dos combustíveis. Na última semana, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o mandatário do país disse que o governo estuda medidas para reduzir impostos, uma vez que a política de preço da Petrobras é livre. O ICMS representa 14% do preço final do diesel.

Em nota na quinta-feira, a Petrobras afirma que esse alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Os preços internacionais do petróleo atingiram nesta quarta-feira os maiores níveis desde janeiro do ano passado. O barril do tipo Brent fechou em alta de 1,6%, a US$ 61,14, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou 1,8%, para US$ 61,14.

A estatal tentou amenizar o impacto das altas no bolso dos brasileiros, citando o preço pago pelos combustíveis internacionalmente. Em nota, destacou que, segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, “o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”.

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Editorial

Independente do modelo, escolas precisam abrir

Henrique Pajares

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Com o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, o foco de notícias da pandemia começou a voltar-se para o retorno presencial das escolas. Algumas instituições particulares já iniciaram o processo, seguindo os protocolos de segurança, higiene e número reduzido de alunos. Para muitos municípios, a aposta para o retorno nas escolas públicas está no ensino híbrido, palavra que vem sendo muito usada no meio educacional.

A partir da pandemia do novo coronavírus, que trouxe a necessidade de isolamento social para evitar a transmissão da covid-19, a transformação digital ganhou ainda mais força em diferentes setores. Na educação, por exemplo, a suspensão das aulas presenciais, em março, impulsionou a implementação do ensino híbrido, ou blended learning.

Considerada uma tendência da educação no século XXI, a metodologia que ficou ainda mais em evidência nos últimos meses consiste na combinação de dois modelos de aprendizagem: o tradicional, que ocorre presencialmente dentro de um cenário que todos já conhecem, e o online, que conta com ferramentas digitais para promover o aprendizado.

No entanto, conforme avaliam alguns profissionais da área, é necessário construir um processo de ensino-aprendizagem que seja estimulante para a criança e ao mesmo tempo em conformidade com os desafios de um mundo em transformação. A interação dos alunos com os colegas é um fator extremamente importante para o desenvolvimento global da criança e a falta de estrutura, tecnologia e a qualificação do corpo docente também são alguns desafios encontrados.

Em Capivari do Sul, a Secretaria da Educação está pensando o retorno às aulas por meio do ensino híbrido, mas ainda há pontos para serem definidos. Palmares do Sul lançou nesta semana uma pesquisa online para os pais responderem se mandarão os filhos para a escola ou não. Assim é mais fácil planejar o retorno, tendo um número aproximado de alunos que querem voltar ao presencial.

Independente de qual modelo for adotado por cada município ou escola, não é possível termos mais um ano sem aulas presenciais, pois manter as escolas fechadas não está protegendo a maioria das crianças da pandemia e ainda as expõe a uma série de outros riscos como desnutrição, violência e déficit de aprendizado. É preciso que a sociedade em geral colabore para conter a pandemia e o ambiente escolar pare de ser visto como o vilão da propagação do vírus.

* Editorial Jornal Integração 05/02/2021

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Editorial

A vacina contra o Covid não precisa ser obrigatória

Henrique Pajares

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Enquanto o mundo inteiro espera pela vacina contra o coronavírus para poder voltar a vida normal, uma grande discussão se levantou no Brasil quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ela não será obrigatória. Como sempre, muitas críticas foram direcionadas ao presidente. No entanto, após sete meses de pandemia, não há notícia de que nenhum país tenha declarado oficialmente que tornará a vacina obrigatória.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda que a aplicação de vacinas contra covid-19 seja obrigatória em qualquer país e se diz contra toda e qualquer medida autoritária neste sentido.
No Brasil, ao nascer, toda criança recebe o caderno de vacinação com orientação de todas as vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros anos de vida, sendo parte delas obrigatória e regulada pelo Programa Nacional de Imunizações. No entanto, sabe-se que não é cumprido à risca e um exemplo são os dados do Ministério da Saúde deste ano, que apontam que os percentuais de crianças com a carteira de vacinação em dia não ultrapassaram a marca de 50 a 60%, e a pandemia pode ter contribuído para isso.

Obrigar uma pessoa a se vacinar não é o melhor caminho para conquistar a imunidade da população, mas sim sempre ofertar e explicar a importância do procedimento tanto para si próprio quanto para os outros.

Para alguns especialistas, em situação de crise de saúde pública, é possível que haja obrigatoriedade, inclusive porque a legislação abre essa perspectiva. Mas eles acreditam que a vacinação compulsória não será necessária, pois a população quer se imunizar. E caso se comprove a segurança e eficácia da vacina, não haverá necessidade de obrigatoriedade, pois a busca será voluntária e volumosa. É mais possível que falte doses do que candidatos.

Portanto, esperamos que as decisões de políticas públicas referentes à vacinação contra covid-19 sejam definidas a partir das aprovações e dos testes. As falas de autoridades e a rusga política em torno das vacinas, não podem atrapalhar os trabalhos, pois acreditamos que a grande maioria está ansiosa por retomar sua vida normal. E neste momento, a vacina é a esperança.

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