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Editorial

Descompasso na OMS traz incertezas quando mais queremos respostas

Henrique Pajares

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) parece estar mais “perdida do que cego em tiroteio” em relação ao novo coronavírus. Mais uma vez a organização voltou a apresentar descompasso quando, em pouco mais de 24 horas, após a líder do programa de emergências da entidade, Maria van Kerkhove, indicar que a transmissão do novo coronavírus por pacientes sem sintomas parecia ser “rara”, o órgão voltou atrás e disse que o contágio acontece sim, mas ainda não se sabe a dimensão.

O caso, entretanto, está longe de representar uma situação isolada, pois em apenas três meses já suspendeu e retomou estudo clínico com a hidroxicloroquina, “reavaliou” orientações para uso de máscaras e também, segue sendo criticada pela demora com que classificou a situação epidemiológica mundial como pandemia.

Mesmo com evidências de que o novo vírus havia se espalhado por diversos continentes, a OMS só decretou estado de “pandemia” no dia 11 de março. Semanas antes, no dia 26 de fevereiro, dia que foi confirmado o primeiro caso no Brasil, Tedros Adhanom chegou a dizer que não era necessário ter pressa para classificar o surto do novo coronavírus, mesmo com os indicadores mostrando crescimento significativo de ocorrências fora da cidade chinesa.

Logo depois, a entidade afirmou que o uso de máscaras de proteção era necessário somente para os profissionais da saúde e pessoas com sintomas da doença. Após algumas semanas, mudou as recomendações e agora orienta que todas as pessoas, mesmo sem sintomas, usem máscara em todas as situações em que o distanciamento social não é possível.

Outro ponto muito discutido, entre os que apoiam e os que são contra, foi o uso da hidroxicloroquina para os pacientes em tratamento da Covid-19. Depois de suspender os testes com o medicamento, a OMS anunciou, na semana passada, que retomaria os estudos solidários. A substância é uma das várias que vem sendo estudadas para tratar pacientes com sintomas severos de Covid-19.

Por fim, a afirmação que mais causou estranheza em todo mundo, já que milhões de pessoas se confinaram em casa durante semanas, foi a de que a transmissão do novo coronavírus por pessoas assintomáticas pode ser rara. Mas, logo após a reação mundial, a organização se manifestou novamente e disse que a transmissão acontece sim, só não sabe a dimensão desses casos.

Entendemos que o novo coronavírus é um desafio para a ciência, pois pouco se sabe sobre este vírus até agora. No entanto, este desencontro de informações respalda com consequências graves nas questões de saúde e economia de todo o mundo, pois transmite insegurança com relação às orientações instituídas pelos governos. No momento em que mais queremos respostas, mais dúvidas temos diante de tantas descompasso de informações.

Não sabemos como e quando isso irá terminar. Sigamos com nossos cuidados diários de higiene e prevenção, torcendo para que isso passe logo.

Editorial

Gasolina pesará ainda mais no bolso dos brasileiros

Henrique Pajares

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A gasolina e o diesel ficarão mais caros pela quarta vez seguida neste ano. Desde a sexta-feira (19), os preços médios da Petrobras nas refinarias subirão para R$ 2,48 (gasolina) e R$ 2,58 (diesel), após aplicação de reajustes de R$ 0,23 e de R$0,34 por litro, respectivamente. Isso representa aumento de 10% (gasolina) – desde o início do ano, o acumulado alcança 35% – e 14,7% (diesel).

Com isso, o preço do litro nas bombas pode chegar perto dos R$ 6,00, pesando ainda mais o bolso do consumidor. O preço da gasolina e do diesel vendidos pelo posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras.

Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

Neste sentido, o presidente Jair Bolsonaro tem cobrado governadores no sentido de que eles reduzam o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) sobre os preços dos combustíveis. Na última semana, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o mandatário do país disse que o governo estuda medidas para reduzir impostos, uma vez que a política de preço da Petrobras é livre. O ICMS representa 14% do preço final do diesel.

Em nota na quinta-feira, a Petrobras afirma que esse alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Os preços internacionais do petróleo atingiram nesta quarta-feira os maiores níveis desde janeiro do ano passado. O barril do tipo Brent fechou em alta de 1,6%, a US$ 61,14, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou 1,8%, para US$ 61,14.

A estatal tentou amenizar o impacto das altas no bolso dos brasileiros, citando o preço pago pelos combustíveis internacionalmente. Em nota, destacou que, segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, “o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”.

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Editorial

Independente do modelo, escolas precisam abrir

Henrique Pajares

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Com o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, o foco de notícias da pandemia começou a voltar-se para o retorno presencial das escolas. Algumas instituições particulares já iniciaram o processo, seguindo os protocolos de segurança, higiene e número reduzido de alunos. Para muitos municípios, a aposta para o retorno nas escolas públicas está no ensino híbrido, palavra que vem sendo muito usada no meio educacional.

A partir da pandemia do novo coronavírus, que trouxe a necessidade de isolamento social para evitar a transmissão da covid-19, a transformação digital ganhou ainda mais força em diferentes setores. Na educação, por exemplo, a suspensão das aulas presenciais, em março, impulsionou a implementação do ensino híbrido, ou blended learning.

Considerada uma tendência da educação no século XXI, a metodologia que ficou ainda mais em evidência nos últimos meses consiste na combinação de dois modelos de aprendizagem: o tradicional, que ocorre presencialmente dentro de um cenário que todos já conhecem, e o online, que conta com ferramentas digitais para promover o aprendizado.

No entanto, conforme avaliam alguns profissionais da área, é necessário construir um processo de ensino-aprendizagem que seja estimulante para a criança e ao mesmo tempo em conformidade com os desafios de um mundo em transformação. A interação dos alunos com os colegas é um fator extremamente importante para o desenvolvimento global da criança e a falta de estrutura, tecnologia e a qualificação do corpo docente também são alguns desafios encontrados.

Em Capivari do Sul, a Secretaria da Educação está pensando o retorno às aulas por meio do ensino híbrido, mas ainda há pontos para serem definidos. Palmares do Sul lançou nesta semana uma pesquisa online para os pais responderem se mandarão os filhos para a escola ou não. Assim é mais fácil planejar o retorno, tendo um número aproximado de alunos que querem voltar ao presencial.

Independente de qual modelo for adotado por cada município ou escola, não é possível termos mais um ano sem aulas presenciais, pois manter as escolas fechadas não está protegendo a maioria das crianças da pandemia e ainda as expõe a uma série de outros riscos como desnutrição, violência e déficit de aprendizado. É preciso que a sociedade em geral colabore para conter a pandemia e o ambiente escolar pare de ser visto como o vilão da propagação do vírus.

* Editorial Jornal Integração 05/02/2021

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Editorial

A vacina contra o Covid não precisa ser obrigatória

Henrique Pajares

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Enquanto o mundo inteiro espera pela vacina contra o coronavírus para poder voltar a vida normal, uma grande discussão se levantou no Brasil quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ela não será obrigatória. Como sempre, muitas críticas foram direcionadas ao presidente. No entanto, após sete meses de pandemia, não há notícia de que nenhum país tenha declarado oficialmente que tornará a vacina obrigatória.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda que a aplicação de vacinas contra covid-19 seja obrigatória em qualquer país e se diz contra toda e qualquer medida autoritária neste sentido.
No Brasil, ao nascer, toda criança recebe o caderno de vacinação com orientação de todas as vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros anos de vida, sendo parte delas obrigatória e regulada pelo Programa Nacional de Imunizações. No entanto, sabe-se que não é cumprido à risca e um exemplo são os dados do Ministério da Saúde deste ano, que apontam que os percentuais de crianças com a carteira de vacinação em dia não ultrapassaram a marca de 50 a 60%, e a pandemia pode ter contribuído para isso.

Obrigar uma pessoa a se vacinar não é o melhor caminho para conquistar a imunidade da população, mas sim sempre ofertar e explicar a importância do procedimento tanto para si próprio quanto para os outros.

Para alguns especialistas, em situação de crise de saúde pública, é possível que haja obrigatoriedade, inclusive porque a legislação abre essa perspectiva. Mas eles acreditam que a vacinação compulsória não será necessária, pois a população quer se imunizar. E caso se comprove a segurança e eficácia da vacina, não haverá necessidade de obrigatoriedade, pois a busca será voluntária e volumosa. É mais possível que falte doses do que candidatos.

Portanto, esperamos que as decisões de políticas públicas referentes à vacinação contra covid-19 sejam definidas a partir das aprovações e dos testes. As falas de autoridades e a rusga política em torno das vacinas, não podem atrapalhar os trabalhos, pois acreditamos que a grande maioria está ansiosa por retomar sua vida normal. E neste momento, a vacina é a esperança.

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