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Editorial

Descompasso na OMS traz incertezas quando mais queremos respostas

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) parece estar mais “perdida do que cego em tiroteio” em relação ao novo coronavírus. Mais uma vez a organização voltou a apresentar descompasso quando, em pouco mais de 24 horas, após a líder do programa de emergências da entidade, Maria van Kerkhove, indicar que a transmissão do novo coronavírus por pacientes sem sintomas parecia ser “rara”, o órgão voltou atrás e disse que o contágio acontece sim, mas ainda não se sabe a dimensão.

O caso, entretanto, está longe de representar uma situação isolada, pois em apenas três meses já suspendeu e retomou estudo clínico com a hidroxicloroquina, “reavaliou” orientações para uso de máscaras e também, segue sendo criticada pela demora com que classificou a situação epidemiológica mundial como pandemia.

Mesmo com evidências de que o novo vírus havia se espalhado por diversos continentes, a OMS só decretou estado de “pandemia” no dia 11 de março. Semanas antes, no dia 26 de fevereiro, dia que foi confirmado o primeiro caso no Brasil, Tedros Adhanom chegou a dizer que não era necessário ter pressa para classificar o surto do novo coronavírus, mesmo com os indicadores mostrando crescimento significativo de ocorrências fora da cidade chinesa.

Logo depois, a entidade afirmou que o uso de máscaras de proteção era necessário somente para os profissionais da saúde e pessoas com sintomas da doença. Após algumas semanas, mudou as recomendações e agora orienta que todas as pessoas, mesmo sem sintomas, usem máscara em todas as situações em que o distanciamento social não é possível.

Outro ponto muito discutido, entre os que apoiam e os que são contra, foi o uso da hidroxicloroquina para os pacientes em tratamento da Covid-19. Depois de suspender os testes com o medicamento, a OMS anunciou, na semana passada, que retomaria os estudos solidários. A substância é uma das várias que vem sendo estudadas para tratar pacientes com sintomas severos de Covid-19.

Por fim, a afirmação que mais causou estranheza em todo mundo, já que milhões de pessoas se confinaram em casa durante semanas, foi a de que a transmissão do novo coronavírus por pessoas assintomáticas pode ser rara. Mas, logo após a reação mundial, a organização se manifestou novamente e disse que a transmissão acontece sim, só não sabe a dimensão desses casos.

Entendemos que o novo coronavírus é um desafio para a ciência, pois pouco se sabe sobre este vírus até agora. No entanto, este desencontro de informações respalda com consequências graves nas questões de saúde e economia de todo o mundo, pois transmite insegurança com relação às orientações instituídas pelos governos. No momento em que mais queremos respostas, mais dúvidas temos diante de tantas descompasso de informações.

Não sabemos como e quando isso irá terminar. Sigamos com nossos cuidados diários de higiene e prevenção, torcendo para que isso passe logo.

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