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Editorial

Não contribua para o caos

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Passada a pandemia da Covid-19, que assolou o mundo matando milhões de pessoas, mudando completamente a rotina do nosso dia a dia, uma das lições que pensávamos em ter adquirido com todo o sofrimento, foi ter mais empatia. Mas pouco tempo depois, parece que muitas pessoas não aprenderam nada.

O ataque a Creche de Blumenau, em Santa Catarina, na semana passada, desencadeou uma onda de opiniões, compartilhamentos de informações falsas e mensagens de pânico pelas redes sociais. Muitos, ao invés de contribuir com a Polícia e escolas na identificação de supostos agressores, acabaram fazendo com que muitos ganhassem confiança para praticar tais atrocidades. Nos últimos anos, outros episódios similares que tiveram grande repercussão no país também foram promovidos por estudantes ou ex-estudantes, como os registrados em Aracruz (ES) no ano passado e em Suzano (SP) em 2019.

Na quarta-feira, dia 12, um adolescente foi apreendido em Maquiné, no Litoral Norte gaúcho, suspeito de planejar um ataque a uma escola do município. Conforme a Polícia, ele não usou redes sociais ou aplicativo de mensagens para anunciar o possível ataque. O caso foi descoberto após uma investigação da Polícia e a apreensão de outro adolescente no Parará. Também nesta semana, uma escola de Osório divulgou uma nota após áudios circularem em aplicativos de mensagens contendo ameaças a estudantes. Pais procuraram a escola preocupados após tomarem conhecimento de uma foto de um aluno com touca ninja. No fim, a Direção tomou as medidas necessárias e informou que nada fora da rotina escolar havia sido registrado.

O termo de língua inglesa “fake news”, apesar de aparentemente sua origem ser desconhecida, ficou famoso em 2016 nos Estados Unidos durante a campanha presidencial de Donald Trump e Hillary Clinton, período em que a propagação de notícias falsas se tornou destaque na mídia. Ou seja, as “fake news” são notícias falsas divulgadas como se fossem verdadeiras, com o objetivo de confundir o seu destinatário, causar danos a imagem dos envolvidos e instaurar pânico ou terror na sociedade.

Neste contexto, a sociedade que era para estar, teoricamente, mais evoluída, está cada vez mais imersa nesse mundo virtual, que controla nossa vida diariamente, nos deixando totalmente vulneráveis emocionalmente. Tudo que fazemos é monitorado, e a grande maioria é responsável por isso, pois vive sua vida 24 horas dentro de um perfil de rede social. Hoje, toda informação publicada nas redes é compartilhada por milhões em minutos e a população parece estar muito mais interessada em disseminar conteúdos e notícias trágicos, sem questionar sua veracidade, do que compartilhar notícias boas e de interesse público. A espetacularização de tragédias como a ocorrida na escola em Santa Catarina só atrapalha o trabalho de todos os envolvidos para evitar novos casos como este.

Outro detalhe, não menos importante, é a atenção que os pais devem ter com a vida intelectual de seus filhos. Todos esses ataques surgem através da internet, onde grupos extremistas observam e selecionam jovens com perfis para esse fim.

Sejam vigilantes, pais!

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