Conecte com a gente!

Editorial

Usar máscara não faz mal

Henrique Pajares

Publicado

em

Usar as máscaras caseiras para sair de casa pode ser desconfortável. O item aperta o nariz, escapa da orelha e pode embaçar os óculos. Ainda assim, não gera hipóxia, ou uma redução da oxigenação dos tecidos, como sugere um boato que vem circulando pelos aplicativos de mensagem nas últimas semanas. Atribuído a um médico chamado de Eduardo E. Herrera, a mensagem alerta que “respirar repetidamente o ar expirado se transforma em dióxido de carbono, e é por isso que nos sentimos tontos”. Na verdade, não há qualquer alerta de autoridades de saúde sobre o uso do equipamento de proteção e um possível prejuízo à oxigenação.

Ao contrário do que diz a “fake news”, os médicos pneumologistas reforçam sobre a importância de cobrir o nariz e a boca ao estar nas ruas, em estabelecimentos comerciais, bancos e em transportes públicos, como vêm recomendando a Organização Mundial de Saúde, prefeituras e demais autoridades de saúde para tentar estancar a pandemia de Covid-19.

O uso de máscara de proteção é lei em Capivari do Sul e Palmares do Sul e, como observado nessas últimas semanas, percebemos que a população dos dois municípios estão conscientes e transformaram a máscara em um item indispensável para sair de casa, seja para trabalhar, ir ao comércio, supermercados e outros locais públicos.

Também temos observado uma grande adesão às normas de prevenção e higiene nos estabelecimentos comerciais, com os funcionários e servidores fazendo uso de EPIs, disponibilização de álcool gel aos clientes e maior rigidez na limpeza dos locais. O fluxo de pessoas também está controlado nos comércios, principalmente nos mercados, onde se tem maior circulação de pessoas. Aliás, vale ressaltar aqui o bom trabalho de prevenção e higiene que vem sendo realizado nos supermercados, como por exemplo no União, em Capivari do Sul, onde até a ficha que é entregue na porta e higienizada a cada entrada de cliente.

Em Capivari, a Prefeitura confeccionou cartazes de conscientização e fixou em todos os comércios e locais públicos, como forma de lembrar a população sobre a importância do item de proteção. Outra coisa bacana, é que a obrigatoriedade do uso fez surgir uma nova oportunidade renda: a confecção e venda de máscaras de pano. Em tempos de crise, está uma boa forma de incrementar as finanças, pois pelo visto a máscara ainda nos acompanhará por todo inverno.

Até o momento, Capivari e Palmares não apresentaram nenhum caso confirmado de Covid-19 e todas as pessoas com sintomas gripais são monitoradas pelas secretarias de Saúde, conforme está sendo divulgado pelos boletins epidemiológicos diários.

Seguimos trabalhando, obedecendo as normas de higiene e com nossas máscaras no rosto, pois é melhor rirmos lá na frente por termos exagerado, do que nos lamentarmos por não ter feito nada.

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Editorial

A vacina contra o Covid não precisa ser obrigatória

Henrique Pajares

Publicado

em

Enquanto o mundo inteiro espera pela vacina contra o coronavírus para poder voltar a vida normal, uma grande discussão se levantou no Brasil quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ela não será obrigatória. Como sempre, muitas críticas foram direcionadas ao presidente. No entanto, após sete meses de pandemia, não há notícia de que nenhum país tenha declarado oficialmente que tornará a vacina obrigatória.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda que a aplicação de vacinas contra covid-19 seja obrigatória em qualquer país e se diz contra toda e qualquer medida autoritária neste sentido.
No Brasil, ao nascer, toda criança recebe o caderno de vacinação com orientação de todas as vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros anos de vida, sendo parte delas obrigatória e regulada pelo Programa Nacional de Imunizações. No entanto, sabe-se que não é cumprido à risca e um exemplo são os dados do Ministério da Saúde deste ano, que apontam que os percentuais de crianças com a carteira de vacinação em dia não ultrapassaram a marca de 50 a 60%, e a pandemia pode ter contribuído para isso.

Obrigar uma pessoa a se vacinar não é o melhor caminho para conquistar a imunidade da população, mas sim sempre ofertar e explicar a importância do procedimento tanto para si próprio quanto para os outros.

Para alguns especialistas, em situação de crise de saúde pública, é possível que haja obrigatoriedade, inclusive porque a legislação abre essa perspectiva. Mas eles acreditam que a vacinação compulsória não será necessária, pois a população quer se imunizar. E caso se comprove a segurança e eficácia da vacina, não haverá necessidade de obrigatoriedade, pois a busca será voluntária e volumosa. É mais possível que falte doses do que candidatos.

Portanto, esperamos que as decisões de políticas públicas referentes à vacinação contra covid-19 sejam definidas a partir das aprovações e dos testes. As falas de autoridades e a rusga política em torno das vacinas, não podem atrapalhar os trabalhos, pois acreditamos que a grande maioria está ansiosa por retomar sua vida normal. E neste momento, a vacina é a esperança.

Continue lendo

Editorial

Uma pausa para ser feliz

Henrique Pajares

Publicado

em

Depois de tantas semanas falando sobre temas polêmicos relacionados a coronavírus, economia, política e outros, hoje decidimos “arejar” e falar um pouco sobre felicidade. Não que todos os problemas estejam resolvidos, mas tem horas que precisamos parar e respirar, para não absorver tanto para nossas vidas. Os problemas sempre existiram e nunca vão deixar de estar presentes em algum momento. Com toda certeza, 2020 tem sido um ano desafiador para todo mundo e por esta razão achamos válido fazer esta pausa para descansarmos um pouco.

Hoje vamos falar dos hormônios da felicidade. Endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina são quatro hormônios presentes no corpo humano que, juntos, podem ser chamados de “Quarteto da Felicidade”. Ainda que fundamental para nosso bem-estar emocional, a produção destes elementos não é algo contínuo. É necessária uma condição específica para a construção e manutenção destes hormônios. O “Quarteto da Felicidade” pode influenciar no equilíbrio emocional com pequenas atitudes no dia a dia.

Psicólogos e psiquiatras definem a endorfina como uma espécie de analgésico natural, pois a euforia provocada por ela esconde parcialmente a dor que podemos sentir. Coisas simples, ao alcance de qualquer pessoa, podem produzir sensações de felicidade, como comer algo saboroso, dançar, cantar ou assistir um filme liberam a endorfina no sistema nervoso central. Já tomar sol, receber mensagens ou ainda praticar exercícios físicos aumentam os níveis da serotonina. O amor, a amamentação e a vida sexual ativa são ambiente propício para elevar a dopamina. Já um simples abraço pode desencadear a elevação da oxitocina no nosso corpo.

Quando nos colocamos em situações de estresse – cenário bem provável nos últimos meses diante de todos os acontecimentos – corremos o risco de aumentar ou diminuir o cortisol no nosso organismo, que tem papel fundamental no metabolismo das proteínas, lipídeos e hidratos de carbono, gerando impacto direto nos níveis de glicose no sangue, na regulação da pressão arterial e do sistema imunológico. O cortisol em altos níveis pode causar perda de massa muscular, aumento de peso ou diminuição de testosterona. Já em baixos níveis pode provocar depressão, cansaço ou fraqueza.
Se todos os dias, ao menos uma dessas ações pudessem ser feitas pelas pessoas, a chance de desenvolvimento de doenças mais sérias seria bastante diminuída, afirmam os psiquiatras.

Já aproveitou o sol hoje? Dez minutinhos já são suficientes. Um bom fim de semana a todos, que para nossa sorte, será de muito sol.

  • Editorial Jornal Integração 18/09/2020

Continue lendo

Editorial

Distanciamento controlado entra na fase política

Henrique Pajares

Publicado

em

Nesta semana, o modelo de Distanciamento Controlado, criado pelo governo do Estado em maio, passou claramente para a etapa “política”. Isso porque, após inúmeras contestações de prefeitos todas as semanas, o governador aprovou novas mudanças e regras menos restritivas para as regiões de bandeira vermelha, permitindo abertura em horário reduzido do comércio não essencial, restaurantes e parte dos serviços. As mudanças não foram pacíficas, pois há o embate técnico x político dentro do governo. Anunciado como uma inovação de combate ao novo coronavírus, o modelo começou a ser implementado com uma rigorosa estrutura de cruzamento de dados e indicadores. Mas, com o passar do tempo, os dados técnicos foram perdendo cada vez mais espaço para as contestações sucessivas de prefeitos, as pressões de entidades empresariais e as reclamações de deputados e lideranças políticas aliadas.

Com intuito de diminuir as reclamações, o governador começou a realizar flexibilizações sucessivas, mesmo contra os pareceres técnicos definidos para as regiões do Estado. Mas, ao invés de acalmarem prefeitos e setores produtivos, elas fizeram aumentar as pressões. Conforme alguns deputados aliados, apesar do carisma e da segurança com que vem conduzindo o enfrentamento à pandemia, o fato do governador não pertencer a uma sigla estruturada o suficiente no Estado para fazer frente as outras grandes, faz com que ele não tenha alta popularidade nos municípios de oposição. Por melhor que seja uma política, qualquer governante precisa ter onde se apoiar.

Esse vai e vem na mudança de cores das bandeiras, mostra claramente que ganha quem “fala mais alto” e tem mais poder e influência junto ao governo, principalmente por intermédio dos deputados, que detém sua base eleitoral nas grandes cidades do interior do Estado. O modelo de Distanciamento Controlado, no início muito aplaudido por todos, agora está desgastado.

Em ano de eleições municipais era quase óbvio que os prefeitos não aguentariam a pressão dos empresários e comerciantes. No entanto, também não querem a responsabilidade total para si. É difícil governar diante de tanta pressão e insatisfação da população, mas o que vemos hoje é um Rio Grande do Sul totalmente dividido, entre aqueles que são a favor da retomada da “vida normal” e aqueles que acham que ainda não é hora de relaxar as medidas e protocolos de prevenção.

Quando a vida vai voltar ao normal, não sabemos. Só esperamos que seja logo.

Continue lendo

EM ALTA



Copyright © 2020 Jornal Integração. Desenvolvido por BLOOPER.