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Geral

Emater/RS-Ascar apresenta levantamento final da safra de grãos de verão

Henrique Pajares

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Apresentação dos dados ocorreu na sexta-feira, 22 (Foto: Alexandre Cavalheiro)

Com a safra de grãos de verão praticamente encerrada, a Diretoria da Emater/RS e o secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, apresentaram os números finais da safra 2019/2020. A web conferência via Skype aconteceu na manhã de sexta-feira (22/05), reuniu mais de 30 jornalistas e extensionistas.

Conforme o levantamento apresentado, o RS registrou, somente na soja, uma queda de 45,8% da produção, passando de 19 milhões e 700 mil toneladas, como expectativa inicial, para 10 milhões e 600 mil toneladas, “uma quebra significativa, em espacial na metade Sul do Estado, e que vai gerar muitos prejuízos para a economia gaúcha”, avalia o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Paulo Rugeri, que apresentou os números de cada cultura. Já para o milho, cultura fundamental para a economia gaúcha, apesar do aumento de área de 1,5%, ou em torno de 2 mil hectares a mais, a produtividade apresentou perda média de 31,9%, gerando uma redução de 30,9% na produção, ou 1 milhão e 800 mil toneladas a menos do que a estimada.

Das culturas apresentadas, o arroz foi a única com dados de produção positivos. Mesmo com uma redução de 1,8% na área com relação à estimativa inicial (961.377 hectares), passando para os atuais 944.038 hectares, foram colhidas 7.581.095 toneladas com o grão. Isso representa um aumento de 0,9% com relação à estimativa inicial (7.510.872 toneladas). Já o feijão 1ª safra apresentou redução de 1,4% de área, ficando em 35.519 hectares, e diminuição de 14% na produção, tendo sendo colhidas 53.908 toneladas.

No geral, a safra de grãos de verão no Rio Grande do Sul deve alcançar 22.462.104 toneladas, 28,7% a menos do que a safra 2018/2019, que foi de 31.497.723 toneladas.

De acordo com o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, os técnicos e extensionistas acompanham e atualizam os números de cada cultura de forma quinzenal e o levantamento, que integra os compromissos da Emater/RS-Ascar com a Seapdr, abrange 90% dos municípios produtores de cada cultura. “Nesse período tivemos uma estiagem muito forte, que começou em dezembro e que gerou perdas que variam conforme a região e de acordo com o volume de chuva em cada fase das culturas”, observa Sandri.

Ao parabenizar o trabalho realizado há décadas pela Emater/RS-Ascar, o secretário Covatti Filho diz lamentar os prejuízos que a estiagem provocou para a safra de grãos, “deixando o produtor apreensivo e afetando inclusive as exportações”. Segundo o secretário, os prejuízos para a economia gaúcha são estimados de 10 a 15 bilhões de reais. Como alternativa, cita a instalação da Câmara Temática da Irrigação, publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira, que criará oportunidades para o produtor buscar linhas de crédito mais acessíveis para a irrigação, o Plano Safra, que será anunciado pelo Governo Federal até início de junho, e o fortalecimento do Programa Troca-Troca, que inicia na próxima semana, com subsídio do Governo do Estado de 28% e juros mais baixos para os produtores.

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Antecipação da vacina de grupos prioritários será avaliada pelo Ministério da Saúde

Henrique Pajares

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Durante a assembleia virtual do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Saúde (Conass), realizada na quarta-feira (24/3), os gestores estaduais, inclusive a secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, se posicionaram pela avaliação da antecipação da vacinação de professores e de profissionais das forças de segurança.

O assunto será pautado na próxima segunda-feira (29/3) em reunião da Câmara Técnica do Ministério da Saúde, conforme foi acordado com a coordenadora do Plano Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana.

A secretária Arita disse que esta avaliação deverá levar em conta os critérios técnicos do PNI, que é elaborado com base em dados epidemiológicos. Ela informou que o colegiado de secretários considera que essa antecipação só poderá ser realizada depois que todos os idosos forem vacinados.

A antecipação da vacinação destes grupos já ocorreu em alguns Estados da federação, mesmo não estando liberada pelo PNI.

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Petrobras reduz preço de gasolina e diesel nas refinarias em R$ 0,11 por litro

Henrique Pajares

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A Petrobras vai reduzir em R$ 0,11 por litro o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias, a partir de quinta-feira (25). Trata-se do oitavo reajuste em 2021. Na última mudança, que entrou em vigor no sábado (20), houve queda de cerca de 5% no preço médio da gasolina.

Com a redução de cerca de 4%, o preço médio de gasolina da Petrobras nas refinarias será de R$ 2,59 por litro, enquanto o preço médio do diesel passará a ser de R$ 2,75 por litro, queda de 3,8%.
A redução dos combustíveis está ligada ao valor do dólar e do barril de petróleo, que caiu 7,3% na última semana.

No entanto, no ano, a gasolina ainda acumula alta de 40,8% e o diesel, de 36,1%.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

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Fecomércio-RS pede a abertura do comércio aos fins de semana

Henrique Pajares

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Com a proximidade da Páscoa e diante da necessidade de aquisição de bens considerados não essenciais após sucessivas semanas de restrições, a Fecomércio-RS enviou ao governador Eduardo Leite novo pedido de ajuste das medidas de combate à Covid-19, para evitar a concentração de consumidores por conta da abertura do comércio apenas em dias e horários restritos. A entidade avisa que a redução da janela de abertura e proibição do comércio não essencial nos fins de semana podem levar a um número maior de clientes presentes simultaneamente nos estabelecimentos durante o seu funcionamento. Além disso, os consumidores que não podem realizar compras de segunda a sexta tendem a se concentrar no reduzido número de lojas que podem funcionar aos sábados e domingos.

Desta forma, pela experiência empresarial adquirida, a Fecomércio-RS alerta que, apesar de bem-intencionada, a restrição de abertura do comércio a horários reduzidos não tem o efeito esperado de diminuir a circulação e acaba por provocar maior concentração em um número menor de estabelecimentos, algo que vai contra as medidas indicadas para o combate do coronavírus. A entidade pede que o governador reconsidere a medida e reforça seu compromisso em estimular o cumprimento rígido de todos os protocolos de saúde nas empresas, que, como observado ao longo de 2020, limitam significativamente a transmissão do novo coronavírus.

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