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Litoral

Distanciamento Controlado: região do Litoral Norte passa para bandeira vermelha

Henrique Pajares

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Devido à piora nos indicadores de propagação da Covid-19 e da capacidade de atendimento do sistema de saúde, cinco regiões migraram para bandeira vermelha na sétima rodada do Distanciamento Controlado. Conforme a análise preliminar, oito regiões tiveram piora na classificação final e, portanto, terão maiores restrições de suas atividades. Porto Alegre, Capão da Canoa (que incluiu Capivari do Sul e Palmares do Sul), Novo Hamburgo, Canoas e Palmeira das Missões, que estavam em bandeira laranja (risco epidemiológico médio) foram para vermelha (risco alto). E três, Pelotas, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul, passaram de amarela (risco baixo) para laranja (médio).

O mapa preliminar foi divulgado pelo governador Eduardo Leite em transmissão ao vivo pela internet no fim da tarde deste sábado (20/6), mas associações de municípios podem, conforme os novos ajustes na sistemática do modelo, apresentar recurso em até 24 horas (18h de domingo). Na segunda-feira (22/6), o Gabinete de Crise fará nova análise e divulgará à tarde as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 23 a 29 de junho.

Com o avanço da doença, o Rio Grande do Sul apresenta uma predominância de bandeiras laranja e vermelha. Ao todo, 12 das 20 regiões sofreram mudanças nesta rodada. Contudo, segue sem nenhuma bandeira preta (risco altíssimo).

Quatro regiões tiveram redução de risco: Caxias do Sul e Uruguaiana, que eram as duas únicas regiões com bandeira vermelha após revisão de dados pelo governo, apresentaram melhora em indicadores e migraram para bandeira laranja. As regiões de Bagé e Santa Rosa também progrediram, saindo da bandeira laranja para amarela.

As demais regiões não tiveram alteração na sua bandeira final, sendo que apenas a região de Taquara manteve bandeira amarela entre as duas semanas.

Bandeira vermelha: veja o muda

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Redução no teto de operação (número máximo permitido de trabalhadores presentes ao mesmo tempo no ambiente de trabalho, aplicado a serviços com quatro ou mais trabalhadores) dos serviços públicos não essenciais, restrito a 25% dos trabalhadores.

Serviço de habilitação de condutores com operação restrita a apenas 50% dos trabalhadores.
Serviços públicos essenciais, como segurança e manutenção de ordem pública, política e administração do trânsito, bem como atividades de fiscalização e inspeção sanitária, não têm a operação afetada com a bandeira vermelha.

AGROPECUÁRIA
Produção e serviços relacionados à agricultura, pecuária e produção florestal sofrem redução no teto de operação a 50% dos trabalhadores.

ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO
Restaurantes, padarias e lanchonetes deixam de operar na modalidade presencial, ofertando serviços apenas por meio de tele-entrega, pegue e leve ou drive-thru. Hotéis, por sua vez, passam a operar com apenas 40% dos quartos disponíveis.

COMÉRCIO
Na bandeira vermelha, o comércio de rua e em centros comerciais ou shopping é suspenso, e os estabelecimentos devem ficar fechados. O mesmo ocorre para o comércio de veículos.

Somente poderão operar estabelecimentos que comercializem itens essenciais, como medicamentos, produtos de higiene pessoal, alimentação e transporte. Mesmo assim, farmácias, supermercados e postos de gasolina têm operação reduzida a 50% dos trabalhadores.

Serviços de manutenção e reparação de veículos automotores passam a operar com apenas 25% dos trabalhadores.

Comércio atacadista de itens não essenciais deixa de atender na modalidade presencial. O teto de operação é reduzido a 25% dos trabalhadores, com atendimento exclusivo via tele-entrega, pegue e leve ou drive-thru.

EDUCAÇÃO
A partir do dia 15 de junho, algumas atividades de ensino serão retomadas nas bandeiras laranja e amarela. Na bandeira vermelha, portanto, as atividades de cursos livres ficam suspensas. Nas universidades, somente são mantidas em funcionamento na bandeira vermelha as atividades de laboratório necessárias à manutenção de seres vivos. Demais atividades de ensino seguem na modalidade remota, exclusivamente.

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços de construção, por serem considerados essenciais, sofrem apenas redução na operação, passando de 100% para 75% dos trabalhadores na bandeira vermelha.

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E EXTRATIVA
Passam a operar com apenas 50% dos trabalhadores, à exceção das consideradas essenciais, como alimentação, bebidas, fármacos e de extração de petróleo e minerais, que têm o teto reduzido de 100% para 75% de trabalhadores.

Para atender a essa restrição no total de trabalhadores presentes ao mesmo tempo no estabelecimento, sugere-se que, além do teletrabalho, as indústrias adotem regimes de escala, rodízio e/ou turnos alternativos para a manutenção da produção.

SAÚDE
No campo da saúde, vital ao enfrentamento da pandemia, os serviços não são afetados. No entanto, recomenda-se a postergação de consultas eletivas.

Serviços de veterinária, porém, têm a atividade reduzida para 50% dos trabalhadores.

SERVIÇOS
Com a bandeira vermelha, ficam fechadas todas as atividades relacionadas à arte, cultura e lazer, incluindo academias de ginástica, clubes sociais e esportivos.

Ficam vedadas também as atividades de captação de áudio e vídeo em teatros e casas de espetáculo, de empréstimo e consulta de itens em museus, bibliotecas e acervos, bem como os ateliês de arte, os quais recentemente foram liberadas nas bandeiras amarela e laranja em teatros.

Parques, jardins botânicos e zoológicos são fechados para atendimento ao público, sendo permitida a operação de 50% dos trabalhadores para manutenção dos espaços e seres vivos.

Serviços religiosos em templos igrejas e similares ficam fechados, não podendo receber o público de fiéis. No entanto, segue sendo permitida a captação de áudio e vídeo dos serviços religiosos, como missas.

Serviços de higiene pessoal (cabeleireiro e barbeiro) não podem abrir na bandeira vermelha, assim como agências de viagens.

Serviços de imobiliários, de consultora e administrativos passam a atender somente via teleatendimento, com no máximo 25% dos trabalhadores presentes no estabelecimento.
Serviços bancários e de advocacia permanecem com atendimento presencial restrito, com no máximo 50% dos trabalhadores.

Por fim, serviços de lavanderia e de reparo e de manutenção de objetos, considerados essenciais, permanecem abertos aos clientes, mas com teto de operação reduzido a 25% dos trabalhadores.

SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Serviços de edição e edição integrada à mídia impressa, bem como de produção de vídeos e programas de televisão, seguem autorizados a funcionar, com teto de operação reduzido a 50% dos trabalhadores. A atividade de rádio e televisão, porém, não sofre alteração, seguindo com operação de 75% dos funcionários.

SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA
Serviços de utilidade pública não sofrem alteração na operação com a vigência da bandeira vermelha, dado sua essencialidade. Seguem atuando com 100% dos trabalhadores.

No entanto, mesmo com 100% de operação permitida, esses estabelecimentos devem respeitar o número máximo de pessoas por ambiente permitido com o distanciamento mínimo obrigatório entre pessoas, isto é, respeitar o teto de ocupação.

Em escritórios pequenos, o limite de ocupação de um ambiente pode levar a um estabelecimento ter menos trabalhadores atuando presencialmente de forma simultânea, mesmo com a operação de 100% autorizada.

TRANSPORTES
O transporte de passageiros passa a operar com apenas 50% dos assentos da janela disponíveis. Sendo ambiente de aglomeração e propenso à disseminação do vírus, esse protocolo de operação deve ser estritamente respeitado nas bandeiras de maior risco.

Litoral

No momento mais crítico da pandemia, comunidade abraça o Hospital São José

Henrique Pajares

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A crise vivida pelos hospitais Brasil a fora é uma realidade nesta pandemia do coronavírus. Falta de leitos de UTIs, falta de medicamentos e de profissionais da saúde tem dificultado o atendimento a pacientes diagnosticados com a doença, que se aglomeram pelos corredores e salas de instituições e postos de saúde esperando por um leito.

Diante deste cenário, o Hospital São José, de Palmares do Sul, vem recebendo ajuda das comunidades de Capivari do Sul e Palmares do Sul, onde ações em prol da entidade estão sendo realizadas. Em Capivari, por exemplo, o grupo Capivari Solidário, criado por membros da comunidade em março de 2020, no início da pandemia, vem arrecadando doações para o Hospital. O grupo distribuiu caixas em vários comércios da cidade para que a população possa fazer a sua doação. Entre os itens mais solicitados, estão alimentos não perecíveis, álcool em gel, sacos de lixo, luvas e máscaras. Banners da campanha serão feitos para colocar nos locais de arrecadação.

Em Capivari, as doações podem ser feitas no Mercado Compre Bem, Mercado União, Mercado Xavier, Rede Super Oliveira, Farmácia São Lucas, Banco Sicredi e no Espaço Viver Bem. Em Palmares do Sul, o Rotary Club também está com uma campanha em prol do Hospital São José. Com o apoio do Sicredi, o Rotary disponibiliza uma conta para depósito, onde todos os recursos serão destinados a entidade de saúde. Os interessados podem doar através de transferência bancária para Agência 0109 (Banco Sicredi – 748), Conta 03345-7, CNPJ 09.164.874/0001-59.

Outras iniciativas do comércio local buscam arrecadar fundos para o enfrentamento a covid-19, como a empresa Zé Café e Petiscos, de Palmares, que em parceria com o Rotary irá repassar 20% de cada lanche vendido ao Hospital. A ação aconteceu nesta quinta-feira, dia 25.

O presidente do Hospital São José, Roberto Hirtz Dutra, destaca a importância de ter a comunidade ao lado da entidade neste momento tão difícil. “Para nós é gratificante ter a comunidade conosco, abraçando o Hospital e fazendo estas campanhas de doações. Lembro que não apenas Capivari e Palmares estão conosco, mas sim toda a região. Recebo ligações de vários locais informando que querem ajudar, principalmente para a compra de oxigênio”, disse Dutra.

O presidente informou ainda que a entidade encontra-se abastecida no momento com medicamentos e oxigênio, mas mantém a preocupação com a alta demanda. “Com relação a medicamentos estamos abastecidos, pois não encontramos muitas dificuldades em obter estes recursos. Agora quanto ao oxigênio sempre estamos em alerta, pois existe uma dificuldade de comprar devido a alta procura. Toda a equipe do Hospital São José agradece estas iniciativas que contribuem para que possamos prestar um bom serviço neste momento”, comentou Roberto.

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Municípios do Litoral Norte decidem decretar lockdown no primeiro final de semana de março

Henrique Pajares

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Preocupados com o avanço da pandemia do Covid-19 no Litoral Norte do RS, os municípios da Amlinorte decidiram nesta manhã, dia 03/03/2021, decretar lockdown no final de semana dos dias 06 e 07 de março de 2021. A medida poderá ser adotada nas cidades litorâneas e da encosta da serra, a fim de diminuir a propagação do vírus. A decisão contou com a maioria dos votos dos prefeitos, que optaram ser mais restritivos que o decreto estadual, porém alguns municípios foram desfavoráveis, levando em consideração suas peculiaridades locais.

O lockdown prevê o fechamento de todas as atividades econômicas, incluindo supermercados. Farmácias deverão funcionar com sistema de tele entrega, assim como os restaurantes. Os postos de combustíveis permanecerão abertos, com as lojas de conveniência fechadas. Todas as demais atividades não essenciais deverão estar fechadas da zero hora de sexta-feira, dia 05 de março de 2021, até às 5h do dia 08 de março de 2021. As atividades essenciais permanecerão em funcionamento.

“Nossa proposta é aliviar a tensão no sistema de saúde, que se encontra completamente esgotado no Litoral Norte do RS”, explica o presidente da Amlinorte, prefeito Flori Werb, de Itati/RS. A Amlinorte levou em conta na decisão os elevados índices de contaminação e óbitos na região, atendendo também a orientação do Centro de Operações de Emergência (COE) da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde do Litoral Norte. A região até a data de 02/03/2021 se encontrava em colapso na rede assistencial de saúde, com aumento no número de pacientes em fila de espera aguardando leitos, sendo 40 para UTI e 56 para leitos clínicos.

A região bateu novamente os recordes negativos desde ontem, 02 de março, com:

– 815 novos casos em 24 horas, atingindo o total de 33.786 casos confirmados;
– 11 novos óbitos (5 em Tramandaí, 2 em Osório e um em Capão da Canoa, Caraá, Santo Antônio da Patrulha e Terra de Areia) totalizando 568;
– Taxa de ocupação de UTI de 100%;
– A taxa de ocupação de leitos clínicos é de 127%, apesar do incremento de mais 5 leitos no Hospital Santa Luzia.

Os municípios deverão editar decretos ainda na data de hoje, quarta-feira, dia 03 de março, para início das medidas de lockdown neste sábado e domingo, dias 06 e 07 de março de 2021.

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Cogestão será mantida e prefeitos do Litoral Norte aprovam novo Plano Estruturado

Henrique Pajares

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A Associação dos Municípios do Litoral Norte – Amlinorte informa, que após intensas tratativas com o Governo do Estado do RS foi mantido o sistema de Cogestão, permitindo que os municípios em Bandeira Preta possam adotar os protocolos da Bandeira Vermelha nas atividades econômicas e sociais.

“Conseguimos uma grande vitória, que foi a manutenção da cogestão, mas alertamos que estamos em Bandeira Preta e que cada cidadão tem o dever de cumprir com os protocolos sanitários, a fim de conter o avanço da pandemia em nossa região”, alerta o presidente da Amlinorte, prefeito Flori Werb, de Itati. Nesta terça-feira pela manhã, dia 23, os prefeitos farão nova reunião para alinhar os protocolos a serem adotados nos municípios, através de novo Plano de Cogestão que será encaminhado ao Governo do Estado para aprovação.

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