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Capivari do Sul

Adiamento das eleições municipais divide opiniões entre pré-candidatos de Capivari e Palmares

Henrique Pajares

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Na segunda-feira, 25 de maio, o ministro Luís Roberto Barroso assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afastou a possibilidade de cancelamento das eleições municipais de outubro, mas admitiu que, se necessário, serão adiadas por conta da pandemia da Covid-19.

Conforme o magistrado, “as eleições somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública. Em caso de adiamento, este deverá ser pelo prazo mínimo e inevitável. Prorrogação de mandatos, mesmo que por prazo exíguo, deve ser evitado até o limite, e o cancelamento das eleições municipais para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022 não é uma hipótese sequer cogitada”.

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, também defende o não adiamento das eleições municipais de outubro por causa da pandemia do novo coronavírus. Na terça-feira, dia 26, ele encaminhou uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base em um estudo que prevê uma estabilização da pandemia entre o fim de julho e o início de agosto, ainda antes do início da campanha eleitoral.

Para que haja qualquer mudança no calendário eleitoral, é preciso a aprovação de uma proposta e emende constitucional (PEC) no Congresso. As datas que estão sendo avaliadas para realizar o pleito deste ano, no caso de adiamento, são 15 de novembro e 6 de dezembro. As propostas deverão ser analisadas por uma comissão mista do Congresso Nacional.

O Jornal Integração perguntou aos pré-candidatos a prefeito de Palmares do Sul e Capivari do Sul o que eles acham sobre um possível adiamento das eleições. As opiniões foram, em grande maioria, favoráveis a prorrogação do pleito devido às imposições ocasionadas pela pandemia de Covid-19 no Brasil, principalmente quanto ao distanciamento social.

Para Maurício Muniz, eleições deveriam ocorrer em outubro

O prefeito de Palmares do Sul e pré-candidato ao pleito deste ano Maurício Muniz (MDB) é favorável que as eleições ocorram em outubro, no entanto, sabe que esta decisão não depende dos candidatos, em razão do cenário da pandemia. “Minha opinião é que aconteça em outubro, mas precisamos ver como estará a situação do país. As eleições para dezembro prejudicaria para nós em razão da prestação de contas deste mandato, pois como fazer uma campanha tranquila e prestar contas ao mesmo tempo?”, salientou Muniz.

“Campanha precisa ser olho no olho”, diz Orion

Para Orion Fonseca Almeida, pré-candidato pelo Patriota em Palmares do Sul, o dia 6 de dezembro é uma ótima data para as eleições, mas defende também a extensão dos prazos eleitorais, como para novas filiações, registro de candidatos e regularizações de títulos. “Esta é uma eleição atípica em razão desta pandemia, e por ser uma situação delicada, todas as datas precisariam ser revistas, na minha opinião”. Já em relação à campanha, citou o exemplo recente do presidente Jair Bolsonaro, que utilizou como principal meio de campanha as mídias sociais. “No entanto, não há como descartar as visitas, principalmente aos distritos, pois só assim é possível visualizar os problemas de cada localidade. Para mim, o “olho no olho” ainda é o que mais representa a verdade e credibilidade”, finalizou.

“Não há clima para eleições neste ano”, diz Afonso Praça Batista

Pré-candidato do PP em Palmares do Sul, Afonso Praça Batista diz que mandatos têm que ter prazo de início e término, mas não vê nenhum problema que impeça a prorrogação dos mandatos este ano em razão da pandemia. “Como se faz política sem reuniões, sem aglomerações? Como buscar o voto sem contato, aperto de mão? Vamos fazer campanha mascarados, à distância ou só nas redes sociais?”, indagou. Batista acredita que há uma disparidade no processo eleitoral em razão da Covid-19 e distanciamento social. “Acho que houve uma triste coincidência esta pandemia ocorrer em ano eleitoral, mas acredito que precisa ser prorrogado, por no mínimo, mais seis meses, para que tenhamos possibilidade de trabalhar. Na verdade, sou a favor que as eleições sejam unificadas. Não há clima para eleições este ano”, desabafou.

Roberta Lang diz que eleições em outubro seria desigual

Roberta Lang, pré-candidata pelo PT de Palmares do Sul, diz que as eleições devem acontecer ainda este ano, mas defende a prorrogação para dezembro, pois acredita que situação ocasionada pela pandemia só irá se normalizar com o fim do inverno. “Se acontecer em outubro, será uma eleição desigual, pois será favorável somente para quem já está no poder”, afirma.

Leandro Monteiro defende a unificação das eleições

O pré-candidato pelo PDT de Capivari do Sul, Leandro Monteiro, disse que é complicado prever um cenário diante da pandemia, mas defende que as eleições municipais sejam adiadas para 2022, unificadas junto às eleições para governador e presidente. Monteiro justifica sua posição com a ideia de que a recomendação de isolamento social irá prejudicar a campanha eleitoral, pois mesmo que o cenário se estabilize nos próximos meses, ainda fica o receio do pós-pandemia nas pessoas. Em relação ao adiamento para dezembro, diz que o tempo para prestação de contas, transição e posse do novo prefeito podem ser prejudicados. Outra preocupação do pré-candidato pedetista é com a abstenção no dia das eleições, já que muitos eleitores podem ficar receosos de comparecer às urnas devido à pandemia. “O adiamento das eleições para 2022 seria o mais prudente em questões de saúde, já que para o próximo ano podemos ter uma vacina, a economia estará mais estabilizada e as pessoas mais seguras e confiantes”, destacou.

“Pessoas e vidas vêm sempre em primeiro lugar”, afirma Glacy Osório

Glacy Osório, pré-candidata pelo PSDB de Capivari do Sul, salientou que no momento o que mais preocupa são as pessoas, as vidas perdidas, o desemprego e as frustrações diante deste vírus que vem assolando o mundo. Quanto ao adiamento do pleito, disse que “no trabalho das eleições se ganha ou se perde e quem nos dá essa resposta são as urnas. Pessoas e vidas vêm sempre em primeiro lugar, eleições vêm depois”.

O partido Cidadania 23, de Capivari do Sul, confirmou a coligação com o PSDB para o próximo pleito. Daniel Couto, um dos nomes à disposição para concorrer na chapa, disse que ainda não possui uma opinião formada no momento sobre o adiamento das eleições.

Rodrigo Magni, nome mais cotado para concorrer a vice-prefeito, relatou que é indiferente a realização das eleições em qualquer data, desde que seja prezado pela segurança de todos. “Estamos passando por um momento complicado, e nem campanha política estamos fazendo devido a tudo isso, muito em respeito aqueles que perderam empregos, vidas. Penso que as eleições devem ser realizadas quando haver segurança. Quem deve decidir isso são as autoridades que possuem os dados em mãos e possam avaliar e tomar as decisões”, comentou.

Presidentes dos legislativos defendem eleições para este ano

Polon Oliveira, presidente do Legislativo palmarense, diz que é preciso que se cumpra o mandato de quatro anos e acredita que hoje, diante do cenário ocasionado pela pandemia, o mais prudente seria o adiamento para dezembro, para que haja tempo de realizar a campanha pré-eleitoral.

Já Manoel Dias, presidente da Câmara de Vereadores de Capivari do Sul, defende que as eleições aconteçam no máximo até novembro, pois em dezembro haveria pouco tempo para a prestação de contas e transição de mandatos. No entanto, diz que é necessário que a situação no país se estabeleça de maneira que ofereça segurança aos candidatos, para realizar suas campanhas, e à população, para comparecerem às urnas.

Capivari do Sul

Coronavírus: veja como Capivari do Sul encerra a primeira semana de janeiro

Henrique Pajares

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No fim desta sexta-feira, dia 08 de janeiro, a Secretaria de Saúde de Capivari do Sul divulgou o boletim epidemiológico do coronavírus com mais dois casos confirmados. Agora, o município chega a 331 casos da doença, com 313 já recuperados. Nesta semana, desde a segunda-feira, foram 18 pessoas positivadas pelo vírus em Capivari do Sul.

O boletim informa ainda que 22 pessoas estão em isolamento com sintomas gripais, assim como outras 19, contactantes. Um aguarda resultado de exame. Diferentemente do boletim de ontem (07/01), Capivari não possui pacientes internados.

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Capivari do Sul

Leandro e Sandra assumem o comando de Capivari

Henrique Pajares

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Na sexta-feira, dia 1º de janeiro de 2021, tomaram posse em Capivari do Sul os novos gestores e vereadores eleitos para o mandato 2021-2024. A cerimônia, realizada na Câmara Municipal de Vereadores, foi restrita aos políticos e transmitida ao vivo pela internet, no site You Tube.

Além dos novos comandantes na prefeitura, Leandro Monteiro, ex-vice-prefeito e secretário de Obras e agora Chefe do Executivo, e a ex-vereadora Sandra Cardoso, que ocupará o cargo de vice, o Legislativo do município teve uma grande renovação nas eleições do dia 15 de novembro. Dos nove edis, apenas quatro conseguiram reeleição: Manoel Dias (PDT), vereador mais votado, Fabiana Costa (PDT), Elis Bueno (PSDB) e Renato Leal (Cidadania). Os novatos da vez são Cristina Bueno (PDT), Geovane Silveira (PDT), Fabiano Homem (PDT), Jésu Silva (PP) e Tatiane Kestering (Cidadania).

Para este primeiro ano de mandato, a presidente da Câmara Municipal será Fabiana Costa, eleita em votação no dia da posse. A Mesa Diretora terá ainda Cristina Bueno como 2ª Secretária, Elis Bueno, 1ª Secretária, e Geovane Silveira como Vice-Presidente.

No discurso de posse, o prefeito eleito fez questão de destacar a gratidão a todos os capivarienses e funcionários públicos. “Passamos um ano de 2020 muito difícil por conta da pandemia, onde muitos tiveram que se reinventar com trabalhos, na educação dos filhos. Agradeço especialmente aos profissionais da saúde, funcionários públicos, secretários municipais, que se desdobraram no trabalho em meio a pandemia”, disse. Seguindo a linha de agradecimentos, Leandro lembrou dos vereadores da gestão passada, parceiros do governo, segundo ele, do ex-prefeito Marco Cardoso pelo companheirismo de longa data e a confiança depositada, do seu partido PDT pela oportunidade de estar ocupando este cargo hoje, e também os familiares. Por fim, não esqueceu dos 1.511 votos recebidos dos eleitores. “Feliz é o homem público que herda do seu antecessor um município preparado com imenso talento para o desenvolvimento, graças a um povo trabalhador e servidores públicos comprometidos. Me comprometo em fazer o que estiver ao meu alcance para que Capivari continue a se tornar uma cidade cada vez melhor de se viver, fazendo o bem sem olhar a quem”, comentou.

A vice-prefeita eleita Sandra Cardoso mostrou o mesmo tom em seu discurso, dando ênfase a gratidão. “A palavra de ordem hoje é gratidão, primeiramente a Deus por me permitir vivenciar este momento. Gratidão a minha família, que sempre segurou na minha mão, dando apoio, força, para seguir em frente. Gratidão aos amigos, que me incentivaram a buscar novos caminhos, ao Partido Democrático Trabalhista por ter acreditado em mim para concorrer a este cargo de tanta responsabilidade, e aos eleitores, que depositaram um voto de confiança em nosso projeto de governo. Agradeço também a todos os vereadores e ex-vereadores no qual convivi nos oito anos em que estive nesta Casa Legislativa, assim como os servidores, onde aprendi muito com todos”, relatou.

Marco agradece apoio, lembra perdas e faz balanço da administração

O ex-prefeito Marco Cardoso e agora atual secretário de Obras, agradeceu a todos que contribuíram para o bom andamento da administração nos últimos anos. Marco também citou algumas benfeitorias realizadas em seu governo, totalizando um investimento de R$ 15 milhões. “Desta forma estou passando o comando do município ao prefeito eleito Leandro Monteiro, no qual teve participação efetiva no governo, ficando em caixa o valor de R$ 4,8 milhões. Destes, R$ 1 milhão será destinado para o pagamento de conclusão de obras que estão sendo realizadas. Dentro dos R$ 3,8 milhões que sobrará em caixa, está também os R$ 300 mil de economia feita pela Câmara de Vereadores, onde o valor foi repassado ao Executivo pelo presidente Manoel Dias. Esse é um valor que daria para pagar todo o financiamento junto a Finisa, por exemplo. Capivari está com as contas em dia e não se pode falar em dívidas. Passada a pandemia, Capivari vai ter condições de dar mais um salto de qualidade”, disse o ex-prefeito.

Marco fez questão de lembrar as importantes perdas que o município e, principalmente o PDT, registrou nos últimos anos. “Fico me lembrando das perdas que tivemos ao longos dos últimos anos. Não poderia deixar de esquecer Sergio Marocco, falecido este ano, primeiro prefeito de Capivari do Sul. Foi um dos grandes responsáveis pela emancipação deste município, sendo o meu pai na política. Se não fosse por ele, não seria prefeito de Capivari. Lembro também a perda do nosso presidente de honra do PDT Nenê Bochinha, uma referência do partido. Perdi meu pai, pedetista de muitos anos. Perdemos o Betão. E perdemos ainda um cara que foi grande parceiro, amigo, colega, meu ex-vice-prefeito José Selomar. E por último, uma perda que pra mim foi muito traumática e doída, do nosso vereador Moises Peres. Um grande homem, trabalhador, de uma fidelidade fora do comum. Foi motivo de chacota na época da aprovação do financiamento do projeto de pavimentação das laterais da Telmo Sessim, e mesmo assim continuou confiando em mim. E toda essa confiança nós retribuímos hoje, dizendo que tudo o que fizemos foi com os pés no chão, com coerência e responsabilidade. Sempre pensei em cumprir minha missão e sair de cabeça erguida com a certeza do dever cumprido”, finalizou.

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Capivari do Sul

Capivari do Sul fecha a sexta-feira com onze novos casos de covid

Henrique Pajares

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Capivari do Sul encerrou esta sexta-feira com mais 11 casos de coronavírus. O município chega agora a 234 positivados, com 216 já recuperados. O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde no fim da tarde de hoje informa ainda que 61 pessoas estão em isolamento domiciliar com sintomas gripais, assim como outras 87, os contactantes. O boletim mostra que 45 pacientes aguardam resultado de exame.

Nesta semana, de segunda até sexta-feira, Capivari somou 20 casos da doença. Duas pessoas foram fazer avaliação na emergência do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório. Caso necessitem, ficarão internadas.

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