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Colunista: Gustavo Inácio

Federarroz não recomenda expansão de área

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Em uma live na terça-feira, dia 23, em que foram discutidas a safra 2020/21 de arroz e as perspectivas de mercado, exportação e produção, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), através de seu presidente, Alexandre Velho, orientou que os produtores não aumentem a área plantada no próximo ciclo agrícola. Velho alertou que orizicultores devem ter como prioridade atualizar seus custos de produção. “Não podemos plantar em áreas que não tenhamos uma alta produtividade e um custo melhor. Por isso não podemos pensar em aumentar área antes de buscar novos mercados e trazer preços mais sustentáveis para o produtor”, explicou. Ele lembrou também da necessidade de buscar a diversificação de culturas para trazer equilíbrio aos custos, gerando renda ao orizicultor.

Além disso, relatou a projeção no aumento do consumo do cereal em 2020 em 5%. “Falamos em um novo patamar do arroz, e me refiro não só a um novo patamar de preço ao produtor e ao consumidor, mas também em relação à gestão dos nossos negócios, à produtividade e isto está ligado à rotação de culturas”, salientou. Sobre exportação, o dirigente informou que o México já comprou 60 mil toneladas com perspectiva de embarcar ainda 200 mil toneladas nos próximos meses. “O México importa 800 mil toneladas anuais, a maior parte dos Estados Unidos. Precisamos aproveitar esta brecha do câmbio e da entressafra americana e ocuparmos parte deste espaço pois a qualidade do arroz brasileiro é superior à do arroz americano”, destacou.

Cerca de 230 pessoas acompanharam o evento virtual, que contou também com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB/RS) e do vice-presidente da entidade, Roberto Fagundes.

Mercado do arroz

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou nesta semana que as beneficiadoras e orizicultores seguem cautelosos nas negociações para atender à demanda do mercado interno. Por isso, nem todos os lotes de arroz “livre” – que é armazenado nas propriedades rurais – ofertados foram adquiridos pelas empresas, pois não houve acordo em relação aos preços. Segundo o Cepea, alguns representantes de indústrias se mantêm retraídos, enquanto outros abriram cotação somente para compra de arroz em casca depositado em seus armazéns. Foram verificadas, entretanto, comercializações pontuais para exportação de arroz em casca e também do beneficiado nos últimos dias. Entre 16 e 23 de junho, o Indicador Esalq/Senar-RS, 58% grãos inteiros (média ponderada) registrou alta de 0,69%, fechando a R$ 62,02/sc de 50 kg na terça-feira, 23.

Programa Seguro Rural 2020

O Ministério da Agricultura publicou na terça-feira, dia 23, o cronograma de liberação do orçamento para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2020. Do valor total a ser liberado, R$ 280 milhões serão destinados para a contratação de apólices para as culturas de inverno, como o milho 2ª safra e trigo; R$ 535 milhões para as culturas da soja, milho 1ª safra, arroz, feijão e café; R$ 70 milhões para as frutas; R$ 10 milhões para a modalidade de pecuária; R$ 10 milhões para a modalidade de florestas e R$ 50 milhões para as demais culturas. Também serão alocados R$ 50 milhões para um projeto-piloto que deverá atender produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A iniciativa visa proporcionar para esse público específico condições melhores na contratação do seguro. O clima é o principal fator de risco para a produção rural. Ao contratar uma apólice de seguro rural, o produtor pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura. Desde o ano de 2005, o governo federal, por meio do PSR, auxilia o produtor na aquisição do seguro rural, pagando parte do valor da apólice (prêmio).

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