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Colheita da soja e vistorias de Proagro avançam no RS

Henrique Pajares

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Foto: Djonatan Coppetti da Emater/RS-Ascar no Noroeste

Conforme avança a colheita da soja (84% da área) e as produtividades ficam abaixo da esperada, são realizadas as vistorias de Proagro nas lavouras gaúchas financiadas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16/04), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seadpr), as vistorias evidenciam áreas com plantas mortas devido à falta de umidade e às temperaturas altas e lavouras apresentando grãos pequenos e chochos. Na cultura da soja, até esta quarta-feira (15/04), técnicos da Emater/RS-Ascar realizaram 8.900 vistorias de Proagro, 280 nos últimos sete dias. A totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 14.013 vistorias.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita da soja se aproxima do final (98%). As lavouras colhidas, afetadas pela estiagem, apresentaram baixa produtividade, aumento da incidência de grãos esverdeados, malformados e de tamanho reduzido, além de baixa umidade do produto colhido. Há preocupação com a reservação de sementes nos estabelecimentos, pois o produto está com qualidade aquém dos padrões; assim, os produtores optaram por não armazenar e adquirir semente na próxima safra. Na região, a comercialização da produção da safra e de estoques de anos anteriores dá preferência para o faturamento do produto depositado em cerealistas e à conservação de estoques nas cooperativas.

Na cultura do milho, as lavouras no Estado estão 2% em floração, 6% em enchimento de grãos, 13% dos cultivos estão maduros e 79% já foram colhidos. Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 84% das lavouras já foram colhidas e o rendimento atual é de 7.120 quilos por hectare, com perdas de 11% em relação à produtividade inicial, provocadas pela falta de precipitações e pelo intenso calor, principalmente na região das Missões. As chuvas ocorridas no domingo (05/04), associadas à diminuição das temperaturas, contribuíram para o desenvolvimento das plantas da safrinha, que estão em estágios críticos para necessidade de água. Em geral, as lavouras estão com boa sanidade, com plantas de estatura menor devido à estiagem, porém apresentando boa capacidade produtiva.

Enquanto segue a colheita da soja e do milho no Rio Grande do Sul, a do feijão 1ª safra chega a 93% das lavouras cultivadas na região Sul do Estado, onde foram implantados 2.456 hectares, área menor que a esperada. O principal destino do feijão 1ª safra foi o abastecimento familiar, com comercialização de excedentes nos mercados locais. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, poucas áreas foram destinadas exclusivamente para fins comerciais. Em Tavares, Arroio do Padre, Cerrito, Pinheiro Machado, Piratini, Canguçu, Santana da Boa Vista, Pelotas e São Lourenço do Sul, a colheita está concluída. As perdas médias chegaram a 60% da produtividade esperada. O rendimento das lavouras é variado na região; em São Lourenço do Sul, chegou a 420 quilos por hectare; em Canguçu, a 600 quilos por hectare e em Pinheiro Machado, a 860 quilos por hectare.

Já o feijão 2ª safra, cultivado especialmente as regiões de Frederico Westphalen e de Santa Rosa, a expectativa inicial de produtividade é de 1.800 quilos por hectare, apresentando até o momento perda média de 35%, podendo ser maior nas áreas que atualmente estão em floração e enchimento de grãos. Atualmente na região Norte do RS 18% das lavouras de segunda safra de feijão estão em estágio de desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 36% em enchimento de grãos, 8% em maturação e 10% já foram colhidas. As chuvas ocorridas na semana foram de baixo volume e praticamente não surtiram efeito na cultura. Na região de Santa Rosa, as lavouras do feijão safrinha iniciam a formação de vagens e o enchimento de grãos. Os cultivos vêm apresentando folhas baixeiras amareladas e secas devido à falta de umidade no solo, condição amenizada com as últimas chuvas que ajudaram na recuperação das plantas. Apesar dessa melhora, as perdas são inevitáveis devido ao prolongamento da estiagem na região.

No arroz, apesar da ocorrência de precipitações nas regiões produtoras, o tempo seco que predominou durante a semana favoreceu a colheita, que já alcança 81%. Nas áreas que ainda estão finalizando o ciclo (17% em maturação), a diminuição da oferta de água pelos mananciais tem forçado o racionamento. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avançou durante a semana, chegando a 86% da área cultivada. A produtividade esperada está em 8 mil quilos por hectare, reflexo das adequadas condições de desenvolvimento da cultura durante toda fase de cultivo. As lavouras colhidas inicialmente apresentaram produtividades maiores que a média, compensando a redução das que foram colhidas na semana. Em geral, o tempo tem sido favorável ao estado fitossanitário, resultando em cultivos com pouca incidência de doenças e insetos, além de proporcionar boa sanidade de folhas, colmos e panículas.

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Antecipação da vacina de grupos prioritários será avaliada pelo Ministério da Saúde

Henrique Pajares

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Durante a assembleia virtual do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Saúde (Conass), realizada na quarta-feira (24/3), os gestores estaduais, inclusive a secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, se posicionaram pela avaliação da antecipação da vacinação de professores e de profissionais das forças de segurança.

O assunto será pautado na próxima segunda-feira (29/3) em reunião da Câmara Técnica do Ministério da Saúde, conforme foi acordado com a coordenadora do Plano Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana.

A secretária Arita disse que esta avaliação deverá levar em conta os critérios técnicos do PNI, que é elaborado com base em dados epidemiológicos. Ela informou que o colegiado de secretários considera que essa antecipação só poderá ser realizada depois que todos os idosos forem vacinados.

A antecipação da vacinação destes grupos já ocorreu em alguns Estados da federação, mesmo não estando liberada pelo PNI.

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Petrobras reduz preço de gasolina e diesel nas refinarias em R$ 0,11 por litro

Henrique Pajares

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A Petrobras vai reduzir em R$ 0,11 por litro o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias, a partir de quinta-feira (25). Trata-se do oitavo reajuste em 2021. Na última mudança, que entrou em vigor no sábado (20), houve queda de cerca de 5% no preço médio da gasolina.

Com a redução de cerca de 4%, o preço médio de gasolina da Petrobras nas refinarias será de R$ 2,59 por litro, enquanto o preço médio do diesel passará a ser de R$ 2,75 por litro, queda de 3,8%.
A redução dos combustíveis está ligada ao valor do dólar e do barril de petróleo, que caiu 7,3% na última semana.

No entanto, no ano, a gasolina ainda acumula alta de 40,8% e o diesel, de 36,1%.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

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Fecomércio-RS pede a abertura do comércio aos fins de semana

Henrique Pajares

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Com a proximidade da Páscoa e diante da necessidade de aquisição de bens considerados não essenciais após sucessivas semanas de restrições, a Fecomércio-RS enviou ao governador Eduardo Leite novo pedido de ajuste das medidas de combate à Covid-19, para evitar a concentração de consumidores por conta da abertura do comércio apenas em dias e horários restritos. A entidade avisa que a redução da janela de abertura e proibição do comércio não essencial nos fins de semana podem levar a um número maior de clientes presentes simultaneamente nos estabelecimentos durante o seu funcionamento. Além disso, os consumidores que não podem realizar compras de segunda a sexta tendem a se concentrar no reduzido número de lojas que podem funcionar aos sábados e domingos.

Desta forma, pela experiência empresarial adquirida, a Fecomércio-RS alerta que, apesar de bem-intencionada, a restrição de abertura do comércio a horários reduzidos não tem o efeito esperado de diminuir a circulação e acaba por provocar maior concentração em um número menor de estabelecimentos, algo que vai contra as medidas indicadas para o combate do coronavírus. A entidade pede que o governador reconsidere a medida e reforça seu compromisso em estimular o cumprimento rígido de todos os protocolos de saúde nas empresas, que, como observado ao longo de 2020, limitam significativamente a transmissão do novo coronavírus.

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