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Colunista: Gustavo Inácio

Novos tempos, nova rotina

Gustavo Inácio

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O cenário atual é, sobretudo, de incertezas e adaptações. Para todos. Na agricultura familiar não é diferente. Cooperativas e agricultores vêm ajustando suas logísticas de comercialização em meio à pandemia. Se antes era o consumidor que ia até o produtor no ponto de venda ou na feira, agora tem sido cada vez mais comum ver agricultores irem ao encontro dos clientes. Existem, inclusive, várias iniciativas individuais e coletivas de produtores e cooperativas que estão montando cestas de produtos, com hortaliças e frutas, e levando de casa em casa, principalmente na região metropolitana de Porto Alegre. É uma nova rotina que se ajusta aos novos tempos. Mas é mais que isso. Os agricultores têm uma nobre missão diante do momento atual: garantir o abastecimento do país e alimentar milhões de brasileiros.

Agricultura gaúcha não para
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr) adotou um conjunto de medidas para conter o avanço do Covid-19 e também para buscar auxílio aos produtores rurais castigados pela estiagem. De acordo com o meteorologista Flavio Varone, o RS está enfrentando a pior estiagem desde 2012. Na safra 2011/2012, a média de chuvas de setembro a fevereiro foi equivalente a 67% da média história (que vai de 1981 a 2010). Na safra 2019/2020, choveu 86% da média. Diante deste cenário, o Estado encaminhou uma série de reivindicações do setor produtivo gaúcho para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Segundo o secretário de Agricultura, Covatti Filho, o RS pede a renegociação dos custeios das lavouras e de investimentos e novas linhas de crédito, dentro do Manual do Crédito Rural, para as cooperativas, cerealistas e revendas de insumos, que permitam a repactuação das dívidas. Além disso, foi feita a solicitação de criação de uma linha de crédito emergencial para agricultores familiares com teto máximo de R$ 30 mil e prazo para pagamento de 10 anos, para recuperação e manutenção das atividades produtivas da propriedade rural.

Oito mil laudos de Proagro no RS
Conforme a Diretoria Técnica da Emater/RS, até terça-feira, dia 31, a Instituição já havia realizado 3.518 perícias em lavouras de milho e 3.435 nas áreas com soja. A empresa também vem atendendo as solicitações dos produtores de frutas. Até a data haviam sido concluídos 260 laudos para uva, 227 para ameixa, 163 para maçã e 157 para pêssego. As maiores perdas na fruticultura estão concentradas na Serra gaúcha. Essas perdas apontadas pela Emater/RS somam-se aos prejuízos em culturas de cebola, com 49 laudos periciais de Proagro realizados até o período, feijão, com 26 laudos, e alho, com 18 laudos, além de outras 189 comunicações de perdas, referentes a culturas de menor impacto econômico. Dessa forma, o número de laudos de Proagro elaborados no Estado pela Emater/RS-Ascar já ultrapassou a marca dos 8 mil. Os laudos periciais são fundamentais para quantificar e avaliar as perdas na lavoura, sendo necessários para calcular o valor da indenização, amparada pelo Proagro, que o produtor tem direito a receber. Conforme o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, as perícias estão sendo feitas em caráter emergencial, considerando os decretos estaduais e municipais frente à pandemia do novo coronavírus chinês. Desde dezembro, técnicos têm realizado perícias, especialmente em lavouras de milho e soja, que são as mais castigadas pela estiagem.

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Colunista: Gustavo Inácio

Plantio de milho em Capivari do Sul

Henrique Pajares

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Nas próximas semanas deve se intensificar o plantio de milho no município. Até agora já foram semeados aproximadamente 15 hectares com o grão. Conforme levantamento do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar e da Secretaria de Infraestrutura, Ordenamento Rural e Meio Ambiente de Capivari do Sul, a expectativa é que sejam plantados nesta safra 85 hectares com a cultura, entre milho grão e milho silagem. O aumento de área ocupada com a cultura se deve aos bons preços recebidos pelos produtores, principalmente na comercialização da silagem, que vem tendo preços oscilando entre R$ 350 a R$450,00/ton durante este ano.

Tempo na palma da mão

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) lançou um aplicativo voltado às condições meteorológicas do campo. Trata-se da versão do aplicativo SISDAGRO (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária) para celular. Segundo o Inmet, o app foi desenvolvido para apoiar usuários do setor agrícola em suas decisões de planejamento e manejo agropecuário. A plataforma atende aos técnicos agropecuários, produtores do setor agrônomo, bem como gestores governamentais que executem políticas públicas voltadas ao setor agrícola. Além disso, o sistema oferece informações meteorológicas registradas em uma rede de Estações do Inmet, bem como de dados obtidos por modelos de previsão numérica do tempo, referentes às variáveis: temperatura, precipitação, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento e radiação solar. Além do monitoramento agrometeorológico, o SISDAGRO conta com a previsão de condições favoráveis à formação de geada, sendo classificadas como forte, moderada e fraca. Por enquanto, o app está disponível apenas para o sistema Android.

Benefícios da Pitaia

Um estudo da Embrapa Agroindústrial Tropical, do Ceará, realizado com animais, mostrou que a Pitaia apresenta um grande potencial para auxiliar no controle do colesterol, da glicemia e da ansiedade. Conforme a pesquisa, a fruta foi eficaz na redução do colesterol total, do LDL e dos triacilgliceróis e na elevação do HDL (conhecido como “colesterol bom”). Em animais diabéticos, as doses de 200 mg/kg e 400 mg/Kg apresentaram atividades farmacológicas promissoras, reduzindo significativamente a glicemia no grupo tratado. Os testes demonstraram efeito ansiolítico e ausência de toxicidade nas concentrações avaliadas. Contudo, a Embrapa ressalta que há um longo caminho entre os estudos realizados e os testes clínicos com humanos, efetuados por instituições de saúde. Mesmo sendo favoráveis, os resultados “não significam que as pessoas devam substituir seus remédios pela fruta”, alerta Ana Paula Dionísio, uma das pesquisadoras da Embrapa.

Consulta Popular 2020

Para a Consulta Popular deste ano foram elencados 96 projetos, distribuídos em 28 microrregiões do Estado, conforme a prioridade de cada local. Para o Corede Litoral Norte, quatro desses projetos são voltados à agricultura. São eles: roteiros integrados; comercialização direta dos produtos do campo; mapeamento de potencialidades turísticas; e programa de apoio à agricultura familiar e associativa para a produção sustentável, com ênfase no jovem produtor. Cada projeto tem à disposição até R$ 314.285,71. A consulta, que acontece desde 1998 no Estado, será totalmente virtual, pelo site www.consultapopular.rs.gov.br ou por

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Colunista: Gustavo Inácio

Expointer Digital 2020 começou sábado

Gustavo Inácio

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Começou neste sábado, dia 26 de setembro, a Expointer Digital 2020. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), mais de mil animais, entre ovinos, bovinos e equinos de 18 raças marcarão presença no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, que comemora 50 anos em 2020. Devido ao coronavírus, entretanto, este ano não haverá o Desfile dos Campeões. Em vez disso, acontecerá o Desfile Oficial da Expointer, dia 3 de outubro, no sábado. A exposição é realizada pela Seapdr e várias entidades. Vale a pena conferir esta edição diferenciada da Expointer, que mesmo à distância, trará os melhores exemplares das raças de bovinos, ovinos e equinos do Estado./ O evento, que ocorre até o dia 4 de outubro, pode ser acompanhado pelo site www.expointer.rs.gov.br.

Prazo do ITR 2020 encerra dia 30

Termina no próximo dia 30 de setembro o prazo para a declaração do Imposto Territorial Rural 2020. Está obrigada a apresentar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) a pessoa física ou jurídica, exceto a imune ou isenta, proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título do imóvel rural. Também está obrigada a pessoa física ou jurídica que, entre 1º de janeiro de 2020 e a data da efetiva apresentação da declaração, perdeu a posse do imóvel rural ou o direito de propriedade pela transferência ou incorporação do imóvel rural ao patrimônio do expropriante.

RS registra casos de sementes não solicitadas do exterior

O Estado registrou os primeiros casos de sementes não solicitadas do exterior na semana passada. Conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o RS tem seis ocorrências notificadas. A Secretaria fez um alerta no dia 14 de setembro sobre o assunto e orientou a população que, caso recebam pacotes de sementes não encomendados, entreguem o material à inspetoria de defesa agropecuária ou escritório de defesa agropecuária mais próximo do seu município. Conforme orienta a Seapdr, “o pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, nem o material ou as sementes devem ser cultivados ou descartados no solo sob nenhuma hipótese, a fim de evitar que estas sementes atinjam o meio ambiente e áreas agrícolas do Estado”.

Arroz americano no Brasil

Na semana passada, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou a venda de cerca de 30.000 toneladas de arroz para o Brasil. A importação do arroz americano vem ao encontro da decisão da Câmara de Comércio Exterior do Brasil de zerar a TEC (Tarifa Externa Comum) do Arroz, permitindo a importação de 400 mil toneladas do produto até dezembro de 2020, como medida para reduzir os preços do cereal no mercado interno.

Chuvas em Capivari do Sul

Conforme levantamento extraoficial da Secretaria de Infraestrutura, Ordenamento Rural e Meio Ambiente de Capivari do Sul, desde o início do ano, são 1484 milímetros de precipitação pluviométrica no município. Por mês, o volume registrado de chuvas ficou assim: janeiro, 184mm; fevereiro, 95mm; março, 75mm; abril, 20mm; maio, 101mm; junho, 334mm; julho, 330mm; agosto, 122mm; setembro, 223mm.

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Colunista: Gustavo Inácio

Retirada da taxa de importação para o arroz

Gustavo Inácio

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O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu na quarta-feira, dia 9, zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano. Com isso, abre-se a possibilidade de importação de até 400 mil toneladas do grão, incidente nos produtos abarcados pelos códigos 1006.10.92 (arroz com casca não parboilizado) e 1006.30.21 (arroz semibranqueado ou branqueado, não parboibilizado) da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A ministra Tereza Cristina anunciou o pedido ao Gecex e disse que não irá faltar arroz no país. Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a produção de arroz estimada para a próxima safra (2020/21) é de 12 milhões toneladas, um incremento de 7,2% em relação à safra anterior.

Mercado arrozeiro

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que as cotações recordes do arroz em casca devem estimular produtores a aumentarem a área na próxima temporada. De 31 de agosto a 8 de setembro, o Indicador do arroz ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, registrou expressivo aumento de 10,8%, fechando a R$ 104,17/saca de 50 kg na terça-feira, dia 8 – renovando seu recorde real histórico da série do Cepea (deflacionada pelo IGP-DI de agosto/20). Além disso, pesquisadores do próprio Cepea afirmam que as altas seguem atreladas à demanda aquecida. Segundo a instituição, os produtores “ainda avaliam os custos e receitas, assim como a perspectiva para o período de comercialização em 2021, para efetivamente decidirem a área a ser destinada ao cereal”.

Abertura da Colheita do Arroz

A 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já tem data definida. O evento ocorre de 9 a 11 de fevereiro de 2021 na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). A Federarroz é a entidade realizadora, com correalização da Embrapa e apoio do IRGA. Nesta edição, o lema “Os novos rumos do sistema de produção” estará no centro do debate da programação, que reúne produtores de diversas regiões do país, engenheiros agrônomos e técnicos, agentes políticos, as principais instituições de pesquisa e ensino do setor, além das empresas que mais investem em tecnologia agrícola no mundo.

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