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Capivari do Sul

Novo Decreto permite que comércios voltem a funcionar em Capivari do Sul

Henrique Pajares

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A prefeitura municipal de Capivari do Sul emitiu um novo decreto no sábado, dia 28, alterando alguns artigos sobre a prevenção ao novo coronavírus. Já a partir desta segunda-feira, 30 de março, os comércios do município também poderão atender ao público, mas com restrições e recomendações que deverão seguir conforme estipulado no Decreto 88. A medida foi baseada em reunião realizada na sexta-feira, 27, com a Amlinorte e outros 22 municípios.

Os estabelecimentos comerciais e industriais deverão adotar sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de jornadas, para reduzir fluxos, contatos e aglomerações de trabalhadores, bem como implementar medidas de prevenção ao contágio pelo COVID-19, disponibilizando material de higiene, adotando no mínimo as seguintes medidas para funcionamento, de forma cumulativa. Veja abaixo na íntegra o que diz o novo decreto e as suas recomendações.

Art. 2º Altera o Art. 4ª do Decreto 81/2020 de 20 de Março de 2020, sendo que fica proibido o funcionamento de todos os estabelecimentos que prestem atividades ou serviços privados não essenciais, somente sendo permitida a abertura dos seguintes seguimentos:

I – farmácias;
II – clínicas de atendimento à saúde;
III – supermercados, padarias e fruteiras;
IV – agências bancárias;
V – restaurantes e lanchonetes.
VI – redes de abastecimento veicular;
VII – estabelecimentos de distribuição de água e gás.
VIII – produção, distribuição e comercialização de medicamento, produtos de higiene e alimentos;
IX – tratamento e abastecimento de água;
X- geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;
XI – coleta e tratamento de lixo e esgoto;
XII – telecomunicações;
XIII – processamento de dados ligados a serviços essenciais;
XIV – segurança privada;
XV – serviço de manutenção, de reparos ou de consertos de veículos, pneumáticos, elevadores e de outros equipamentos essenciais ao transporte, à segurança e à saúde, bem como a produção, industrialização e transporte de alimentos e produtos de higiene;
XVI – imprensa;
XVII – agropecuários e veterinários;
XVIII – funerários;
XIX – transporte de passageiros e de cargas;
XX – serviços postais;
XXI – serviço de hotelaria e hospedagem;
XXII – atividades de representação judicial e extrajudicial;
XXIII – atividades acessórias e de suporte a limpeza, asseio, manutenção, reparo de conservação, bem como as de produção, importação, comercialização e disponibilização dos insumos químicos, petroquímicos, plásticos e de outros bens indispensáveis a cadeia produtiva;
XXIV – comércios e indústrias;

Comércio e Indústria
Art. 3º Fica estabelecido o seguinte regramento para o funcionamento dos estabelecimentos que prestam atividades de serviços privados essenciais, conforme segue:

§1º – Os estabelecimentos comerciais e industriais deverão adotar sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de jornadas, para reduzir fluxos, contatos e aglomerações de trabalhadores, bem como implementar medidas de prevenção ao contágio pelo COVID-19, disponibilizando material de higiene, adotando no mínimo as seguintes medidas para funcionamento, de forma cumulativa;

I – Higienizar, após cada uso, durante o período de funcionamento e sempre quando do início das atividades, as superfícies de toque, preferencialmente com álcool em gel 70% ou outro produto adequado,

II – Manter a disposição, na entrada do estabelecimento e em local de fácil acesso álcool em gel 70% para utilização dos clientes e funcionários.

III – Manter disponível “kit” completo de higiene de mãos nos sanitários de clientes e funcionários, utilizando sabonete líquido, álcool em gel 70% e toalhas de papel não reciclado.

IV – Adoção de cuidados pessoais, sobre tudo da lavagem das mãos, da utilização de produtos assépticos durante o trabalho e da observância da etiqueta respiratória.

V – Manutenção de limpeza dos instrumentos de trabalho.

VI – Deverão fazer atendimento controlado com distribuição de senhas ou outro sistema eficaz, observando o afastamento de 2 (dois) metros por pessoa com a permissão de acesso ao interior do estabelecimento de no máximo 5 pessoas, com exceção dos supermercados que é de no máximo 10 pessoas.

Restaurantes e lanchonetes
§2º – Os restaurantes e lanchonetes deverão adotar, no minimo às seguintes medidas para funcionamento, de forma cumulativa:
I – só poderão servir no sistema a la carte

1 – higienizar, após cada uso, durante o período de funcionamento e sempre quando do início das atividades, as superfícies de toque (cardápios, mesas e bancadas), preferencialmente com álcool em gel 70% ou outro produto adequado;

2 – higienizar, preferencialmente após cada utilização ou, no mínimo, a cada três horas, durante o período de funcionamento e sempre quando do início das atividades, os pisos, paredes, forros e banheiro, preferencialmente com água sanitária ou outro produto adequado;

3 – manter a disposição, na entrada do estabelecimento e em local de fácil acesso, álcool em gel 70%, para a utilização dos clientes e funcionários do local;

4 – manter locais de circulação e áreas comuns com os sistemas de ar condicionados limpos (filtro e dutos) e, obrigatoriamente, manter pelo menos uma janela externa ou qualquer outra abertura, contribuindo para a renovação de ar;

5 – manter disponível “kit” completo de higiene de mãos nos sanitários de clientes e funcionários, utilizando sabonete líquido, álcool em gel 70% e toalhas de papel não reciclado;

6 – manter os talheres higienizados e devidamente individualizados de forma a evitar a contaminação cruzada;

7 – diminuir o número de mesas no estabelecimento de forma a aumentar a separação entre elas, diminuindo o número de pessoas no local, buscando guardar a distância mínima recomendada de 2 (dois) metros lineares entre os consumidores;

8 – fazer a utilização, se necessário, do uso de senhas ou outro sistema eficaz, a fim de evitar a aglomeração de pessoas dentro do estabelecimento aguardando mesa.

Capivari do Sul

Capivari do Sul tem leve melhora nos números do coronavírus

Henrique Pajares

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A situação de Capivari do Sul no enfrentamento a pandemia do coronavírus teve uma leve melhora nesta última semana de março. Comparado ao resto do mês, os últimos cinco dias registraram 18 novos casos da doença, número abaixo registrado nas semanas anteriores. O boletim epidemiológico desta sexta-feira, 26 de março, mostra que o município possui 647 casos confirmados, sendo que 602 estão recuperados. A Secretaria de Saúde informa ainda que 47 pessoas estão em isolamento domiciliar com sintomas gripais, assim como outros 31, os contactantes.

Na questão das vacinas, Capivari recebeu até o momento 758 doses, com 598 já aplicadas (463 1ª dose e 135 2ª dose). A partir de segunda-feira, 29 de março, inicia a vacinação para idosos de 69 anos e comunidade Quilombola da Costa da Lagoa, no distrito de Santa Rosa. A Secretaria informa que a Equipe de Vacinação estará agendando previamente com os grupos referidos acima, em função dos frascos serem multidoses.

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Capivari do Sul

Vereadores rejeitam pedido de estudo sobre o uso do tratamento precoce à Covid

Henrique Pajares

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Os vereadores de Capivari do Sul reprovaram o Pedido de Providências que solicitava ao Executivo a realização de um estudo para que a comunidade tenha a opção de realizar um tratamento preventivo para a Covid-19. O pedido n° 40/2021, de autoria do vereador Jesuelo Silva, indica ainda que o tratamento seria feito mediante assinatura de termo de compromisso do paciente. Votaram contra o pedido os vereadores Geovane Silveira, Manoel Dias, Cristina Bueno e Fabiano Homem. A favor, além de Jesu, foram Elis Bueno, Tatiane Kestering e Renato Leal. A presidente da Casa Fabiana Costa desempatou a votação, sendo desfavorável ao pedido.

O autor do Pedido de Providências lembrou que em momento algum disse que pretende receitar medicação para a comunidade, e sim, que todos tenham o direito de escolha do tratamento. “Solicito ao Executivo Municipal que seja feito um estudo para saber da viabilidade de nossos moradores poderem ter a opção do tratamento preventivo com ivermectina e precoce com medicações como cloroquina, azitromicina, zinco, vitamina D, etc, para covid-19, mediante assinatura de termo de compromisso pelo paciente”, disse Jesu.

O progressista ainda ressaltou que este tratamento precoce já vem sendo adotado em outros municípios. “Em muitos municípios que o tratamento precoce está sendo implantado os resultados têm sido muito além do satisfatório, e muitos moradores de nossa comunidade já fizeram uso deste tratamento e tiveram ótimos resultados. Peço que o Executivo tenha uma sensibilidade para verificar aqui no município vizinho em Capão da Canoa, o método Coimbra que também vem crescendo entre os médicos, sendo um tratamento indicado barato e eficaz”, comentou.

A vereadora Elis Bueno fez uma breve explanação sobre estudos e experiências de outros municípios que aderiram o procedimento. “O que estamos pedindo hoje é um estudo de viabilidade para que isso ocorra em nosso município. Não podemos lavar as mãos e simplesmente dizer que é ideologia política. Um médico em Palmares, em consulta que tive, disse que os médicos de Capivari estão brincando com a vida as pessoas. Não podemos ter em nosso posto médicos que pensam diferente, que todos podem receber o mesmo tratamento”, comentou Elis.

Cristina Bueno, em sua fala, disse que não pode ir contra a conduta médica. “Não sou eu, vereador, que devo interferir na conduta médica. Não existe estudos que comprovem esse kit covid. Mundialmente procuramos respostas. Hoje eu tenho seis casos de covid na família. Todos tomaram a mesma medicação, usando medicamentos precocemente, e três deles tiveram complicações. Nenhum corpo responde igual ao outro. Tem cidades que estão respondendo processos por distribuir o famoso kit. Tiveram que retirar. O médico é quem deve receitar qualquer tipo de medicação”.

Manoel Dias comentou que este estudo que estão pedindo não é de competência do município. “Esse estudo tem que ser feito lá em cima, pelo Ministério da Saúde, Conselho de Medicina, Anvisa, Organização Mundial da Saúde. Cada um toma o quer, mas não podemos autorizar qualquer coisa. Acredito em Deus e na vacina”, disse.

Renato Leal lamentou que a discussão tenha entrado em ideais políticos. “Muita falta de respeito pelas pessoas que estão assistindo em casa. Era simplesmente uma votação de um pedido de providências de um estudo, e virou um discurso político com acusações graves. O assunto é sério, pessoas perdendo familiares. Estou envergonhado. A politicagem mata. Temos que buscar soluções sim, mas com respeito e união”, relatou Leal.

O líder da bancada do PDT na Câmara, Geovane Silveira, comentou que cabe ao médico prescrever o tratamento que o paciente deve seguir. “Eu não sou contra o tratamento precoce ou ao kit covid, muito menos o Executivo. O que eu penso é que quem deve prescrever a medicação é o médico. Cada um tem a sua profissão aqui e não podemos nos meter na dos outros, querer interferir. Todos esses medicamentos que você citou do kit covid, exceto o zinco e vitamina D, que são manipulados, estão disponíveis na farmácia municipal. Não sou eu que devo dizer o que a comunidade deve tomar, e sim o médico. Isso é ética”, comentou Silveira.

A vereadora Tatiane Kestering disse ser a favor do pedido, pois usou do tratamento precoce e acredita que foi fundamental em sua recuperação. “Eu e meu marido fizemos do tratamento imediato e penso que isso foi fundamental para nossa recuperação, já que temos histórico de doenças respiratórias. Se não tivéssemos tomado, ido atrás da medicação, a coisa poderia ter piorado. Então sou a favor deste pedido. Não estamos querendo prescrever os medicamentos, mas sim que todos tenham acesso a ele. Sou a favor deste estudo para chegar a uma conclusão”, disse.

A presidente Fabiana Costa destacou que foram procurados diversos profissionais para que pudesse se chegar a uma conclusão, mas sem sucesso. “Assino embaixo de tudo o que a vereadora Cristina e o vereador Geovane falaram. Nós procuramos vários profissionais para saber mais sobre o assunto. Ninguém sabe ainda como lidar com essa doença. Nada é comprovado e definitivo. Se lá em cima, que tem cientistas, médicos, doutorados, ainda não tem uma definição, onde nós, um município de 4 mil habitantes podemos chegar? Isso é entre médico e paciente. Eles tem como conversar e decidir o melhor para ele. Não somos nós vereadores que vamos decidir, colocando a comunidade em guerra”.

O vereador Fabiano Homem não se manifestou sobre o pedido.

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Capivari do Sul

Secretaria de Saúde de Capivari do Sul faz apelo a população

Henrique Pajares

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O aumento diário no número de casos de covid-19 em Capivari do Sul tem preocupado as autoridades municipais. Conforme a Secretaria da Saúde, entre os dias 18 de fevereiro e 01º de março, foram detectados 90 novos casos positivos, sendo que nos últimos dias a média foi de 15 casos diários. Conforme o boletim desta segunda-feira, há 77 pessoas infectadas com o vírus, 74 contactantes e 106 com síndrome gripal.

A Secretaria da Saúde publicou um vídeo na última semana, onde a médica da saúde da família, Dra. Lilia Prates, e a enfermeira Fernanda Nozari (foto acima) pedem a colaboração da comunidade para conter a disseminação do vírus, evitando principalmente os encontros e festas entre amigos e familiares. “Este cenário que estamos vivendo agora é reflexo do feriado de carnaval”, ressalta a médica. Lilia ainda reforçou que não há mais leitos disponíveis nos hospitais, tanto na região do Litoral como em Porto Alegre.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Integração Social visitou todos os estabelecimentos comerciais para orientar e distribuir cartazes de prevenção. Também estão sendo realizadas rondas noturnas para averiguar se os estabelecimentos estão cumprindo as normas do decreto e um carro de som foi contratado para transmitir um apelo de conscientização à comunidade.

O Executivo, por meio da Secretaria da Saúde, pede que a população colabore com as medidas de enfrentamento ao covid, evitando, principalmente, locais com aglomerações de pessoas, usem máscara e continuem com os hábitos de higiene. E para aqueles que foram testados positivos, que cumpram com o isolamento conforme as orientações da secretaria.

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