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Editorial

Juntos contra o coronavírus

Henrique Pajares

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Nesta semana, Estados e Municípios começaram a adotar medidas extremas para evitar a disseminação do novo coronavírus. As aulas foram suspensas por 15 dias, eventos estão sendo cancelados e a população orientada a permanecer em casa, evitando a circulação pelas ruas e ambientes com grandes concentrações de pessoas.

No Litoral Norte, prefeitos de todos os municípios se reuniram na segunda-feira, 16, e também adotaram as medidas de prevenção. Seria exagero em vista da nossa cidade ser pequena e ainda não ter casos suspeitos? Não, não é exagero! Este é o momento para agir e evitar que o vírus se espalhe cada vez mais rápido pelo país. Conforme especialistas, estamos bem no começo da curva e é agora que os casos começarão a subir. Então, se tomarmos atitudes que diminuam o contato das pessoas, poderemos diminuir as oportunidades de o vírus se espalhar. Em vez de crescer exponencialmente, a epidemia crescerá mais lentamente até chegar a um pico e decair.

Mesmo que você não se considere parte do grupo de risco – aqueles que podem desenvolver a doença no seu estágio mais grave – é importante que tenha consciência em não ser um propagador do vírus, protegendo as demais pessoas, principalmente os idosos e portadores de doenças crônicas. Estatísticas apontam que, dos casos de coronavírus, 80% terão sintomas leves (resolvidos com uma consulta no posto de saúde e repouso em casa), 15% precisão de internação em leitos clínicos e 5% exigirão internação em UTI. A média de internação em UTI é de 14 a 21 dias. Não lotar emergências é importante para todos porque um paciente com a doença concorrerá por atendimento com quem tem qualquer outro problema.

O sistema de saúde brasileiro não terá condições para atender muitos casos de uma vez só, por isso leve a sério, faça a sua parte para que os hospitais não entrem em colapso. Pensar coletivamente, cuidar da higiene e manter-se em casa são as maneiras mais eficiente de diminuirmos a propagação do coronavírus.

Se você não pode ficar em casa, não entre em pânico. Siga as recomendações de higiene, evite contato direto com as pessoas. Mantenha-se informado, mas procure por fontes seguras. Não faça estoque de comida, papel higiênico e álcool gel. Lembre-se que há outras pessoas precisando também. Não vai faltar comida e os mercados não irão fechar.

Os próximos dias não serão fáceis, mas precisamos ter prudência, preservar nossa saúde e pensar no coletivo.

Editorial

A vacina contra o Covid não precisa ser obrigatória

Henrique Pajares

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Enquanto o mundo inteiro espera pela vacina contra o coronavírus para poder voltar a vida normal, uma grande discussão se levantou no Brasil quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ela não será obrigatória. Como sempre, muitas críticas foram direcionadas ao presidente. No entanto, após sete meses de pandemia, não há notícia de que nenhum país tenha declarado oficialmente que tornará a vacina obrigatória.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda que a aplicação de vacinas contra covid-19 seja obrigatória em qualquer país e se diz contra toda e qualquer medida autoritária neste sentido.
No Brasil, ao nascer, toda criança recebe o caderno de vacinação com orientação de todas as vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros anos de vida, sendo parte delas obrigatória e regulada pelo Programa Nacional de Imunizações. No entanto, sabe-se que não é cumprido à risca e um exemplo são os dados do Ministério da Saúde deste ano, que apontam que os percentuais de crianças com a carteira de vacinação em dia não ultrapassaram a marca de 50 a 60%, e a pandemia pode ter contribuído para isso.

Obrigar uma pessoa a se vacinar não é o melhor caminho para conquistar a imunidade da população, mas sim sempre ofertar e explicar a importância do procedimento tanto para si próprio quanto para os outros.

Para alguns especialistas, em situação de crise de saúde pública, é possível que haja obrigatoriedade, inclusive porque a legislação abre essa perspectiva. Mas eles acreditam que a vacinação compulsória não será necessária, pois a população quer se imunizar. E caso se comprove a segurança e eficácia da vacina, não haverá necessidade de obrigatoriedade, pois a busca será voluntária e volumosa. É mais possível que falte doses do que candidatos.

Portanto, esperamos que as decisões de políticas públicas referentes à vacinação contra covid-19 sejam definidas a partir das aprovações e dos testes. As falas de autoridades e a rusga política em torno das vacinas, não podem atrapalhar os trabalhos, pois acreditamos que a grande maioria está ansiosa por retomar sua vida normal. E neste momento, a vacina é a esperança.

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Editorial

Uma pausa para ser feliz

Henrique Pajares

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Depois de tantas semanas falando sobre temas polêmicos relacionados a coronavírus, economia, política e outros, hoje decidimos “arejar” e falar um pouco sobre felicidade. Não que todos os problemas estejam resolvidos, mas tem horas que precisamos parar e respirar, para não absorver tanto para nossas vidas. Os problemas sempre existiram e nunca vão deixar de estar presentes em algum momento. Com toda certeza, 2020 tem sido um ano desafiador para todo mundo e por esta razão achamos válido fazer esta pausa para descansarmos um pouco.

Hoje vamos falar dos hormônios da felicidade. Endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina são quatro hormônios presentes no corpo humano que, juntos, podem ser chamados de “Quarteto da Felicidade”. Ainda que fundamental para nosso bem-estar emocional, a produção destes elementos não é algo contínuo. É necessária uma condição específica para a construção e manutenção destes hormônios. O “Quarteto da Felicidade” pode influenciar no equilíbrio emocional com pequenas atitudes no dia a dia.

Psicólogos e psiquiatras definem a endorfina como uma espécie de analgésico natural, pois a euforia provocada por ela esconde parcialmente a dor que podemos sentir. Coisas simples, ao alcance de qualquer pessoa, podem produzir sensações de felicidade, como comer algo saboroso, dançar, cantar ou assistir um filme liberam a endorfina no sistema nervoso central. Já tomar sol, receber mensagens ou ainda praticar exercícios físicos aumentam os níveis da serotonina. O amor, a amamentação e a vida sexual ativa são ambiente propício para elevar a dopamina. Já um simples abraço pode desencadear a elevação da oxitocina no nosso corpo.

Quando nos colocamos em situações de estresse – cenário bem provável nos últimos meses diante de todos os acontecimentos – corremos o risco de aumentar ou diminuir o cortisol no nosso organismo, que tem papel fundamental no metabolismo das proteínas, lipídeos e hidratos de carbono, gerando impacto direto nos níveis de glicose no sangue, na regulação da pressão arterial e do sistema imunológico. O cortisol em altos níveis pode causar perda de massa muscular, aumento de peso ou diminuição de testosterona. Já em baixos níveis pode provocar depressão, cansaço ou fraqueza.
Se todos os dias, ao menos uma dessas ações pudessem ser feitas pelas pessoas, a chance de desenvolvimento de doenças mais sérias seria bastante diminuída, afirmam os psiquiatras.

Já aproveitou o sol hoje? Dez minutinhos já são suficientes. Um bom fim de semana a todos, que para nossa sorte, será de muito sol.

  • Editorial Jornal Integração 18/09/2020

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Editorial

Distanciamento controlado entra na fase política

Henrique Pajares

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Nesta semana, o modelo de Distanciamento Controlado, criado pelo governo do Estado em maio, passou claramente para a etapa “política”. Isso porque, após inúmeras contestações de prefeitos todas as semanas, o governador aprovou novas mudanças e regras menos restritivas para as regiões de bandeira vermelha, permitindo abertura em horário reduzido do comércio não essencial, restaurantes e parte dos serviços. As mudanças não foram pacíficas, pois há o embate técnico x político dentro do governo. Anunciado como uma inovação de combate ao novo coronavírus, o modelo começou a ser implementado com uma rigorosa estrutura de cruzamento de dados e indicadores. Mas, com o passar do tempo, os dados técnicos foram perdendo cada vez mais espaço para as contestações sucessivas de prefeitos, as pressões de entidades empresariais e as reclamações de deputados e lideranças políticas aliadas.

Com intuito de diminuir as reclamações, o governador começou a realizar flexibilizações sucessivas, mesmo contra os pareceres técnicos definidos para as regiões do Estado. Mas, ao invés de acalmarem prefeitos e setores produtivos, elas fizeram aumentar as pressões. Conforme alguns deputados aliados, apesar do carisma e da segurança com que vem conduzindo o enfrentamento à pandemia, o fato do governador não pertencer a uma sigla estruturada o suficiente no Estado para fazer frente as outras grandes, faz com que ele não tenha alta popularidade nos municípios de oposição. Por melhor que seja uma política, qualquer governante precisa ter onde se apoiar.

Esse vai e vem na mudança de cores das bandeiras, mostra claramente que ganha quem “fala mais alto” e tem mais poder e influência junto ao governo, principalmente por intermédio dos deputados, que detém sua base eleitoral nas grandes cidades do interior do Estado. O modelo de Distanciamento Controlado, no início muito aplaudido por todos, agora está desgastado.

Em ano de eleições municipais era quase óbvio que os prefeitos não aguentariam a pressão dos empresários e comerciantes. No entanto, também não querem a responsabilidade total para si. É difícil governar diante de tanta pressão e insatisfação da população, mas o que vemos hoje é um Rio Grande do Sul totalmente dividido, entre aqueles que são a favor da retomada da “vida normal” e aqueles que acham que ainda não é hora de relaxar as medidas e protocolos de prevenção.

Quando a vida vai voltar ao normal, não sabemos. Só esperamos que seja logo.

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