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Capivari do Sul

ERS 040 deve voltar a ser privatizada pelo Estado

BNDES executará estudos técnicos necessários para conceder à iniciativa privada mais de mil quilômetros de rodovias gaúchas em 63 cidades

Henrique Pajares

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A fim de garantir investimentos necessários para melhorar as estradas do Rio Grande do Sul, qualificando os acessos e a infraestrutura de 63 municípios, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) executará estudos técnicos necessários para conceder à iniciativa privada mais de mil quilômetros de rodovias gaúchas. O contrato foi assinado pelo governador Eduardo Leite no dia 17 de janeiro. No Litoral Norte, são duas rodovias que devem voltar a ser privatizadas: a ERS 040, no trecho entre a ERS 118 e a entrada da ERS 786, em Balneário Pinhal, e a ERS 784, no trajeto entre a entrada da ERS 786 em Cidreira até a entrada da ERS 040 em Pinhal.

As primeiras reuniões entre os técnicos do governo do Estado e do BNDES foram realizadas sob coordenação do secretário extraordinário de Parcerias, Bruno Vanuzzi. “Os primeiros contatos com o BNDES são importantes para definir detalhes que vão nortear o trabalho. As análises, com base em levantamentos técnicos e de campo, devem durar cerca de oito meses, mais o período que passará pelos órgãos fiscalizadores. A expectativa é de que até o fim desse ano o edital esteja concluído”, afirmou. Depois disso, haverá a licitação das estradas à iniciativa privada. “Não é uma demanda simples, pois as concessões serão de 30 anos”, avaliou.

Os estudos definirão as medidas necessárias para qualificar as rodovias, como duplicações, implantação de terceiras faixas e obras de segurança viária para as comunidades próximas, entre outras medidas. Ao todo, são 18 rodovias contempladas, que resultam em 1.028 quilômetros de extensão, sendo 760 quilômetros trechos atualmente pedagiados e sob administração da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e outros 268 quilômetros de responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

Sobre tarifas e novas praças de pedágio, o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Claudio Gastal, que também trabalha no projeto das novas concessões, salienta que essas informações só serão conhecidas com o término do estudo, assim como aconteceu nas concessões da ERS-324 e RSC-287. “No momento, não existe nenhum indicador que aponte valores ou a necessidade de novos pedágios. A maioria dos trechos, inclusive, são pedagiados atualmente. Nossa postura será técnica e transparente, dialogando com as comunidade e interessados, só assim teremos sucesso nas concessões das nossas estradas”, disse.

Após a conclusão do processo de concessão, com a definição de quem administrará os trechos das rodovias, a Secretaria de Logística e Transportes (Selt) fiscalizará a prestação do serviço. “O futuro do Estado na área da infraestrutura de transportes depende de projetos transparentes, que estejam em sintonia com as demandas da sociedade”, garante o titular da Selt, Juvir Costella. “Dessa forma, iremos fiscalizar o serviço, para que possamos entregar à população rodovias mais seguras e em condições melhores de trafegabilidade.”

As concessões promovidas pelo governo fazem parte do programa RS Parcerias, lançado em março de 2019, que busca promover o desenvolvimento do Estado por meio de investimentos privados e visando a melhoria dos serviços públicos.

Com privartização, Capivari e Palmares voltarão a receber ISSQN

Se a privatização da ERS 040 se concretizar, Capivari e Palmares voltarão a receber o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN. O último ano em que este recurso foi pago aos municípios foi em 2013. Capivari recebia R$ 600 mil ao ano, enquanto Palmares R$ 60 mil.

Capivari do Sul

Capivari do Sul tem leve melhora nos números do coronavírus

Henrique Pajares

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A situação de Capivari do Sul no enfrentamento a pandemia do coronavírus teve uma leve melhora nesta última semana de março. Comparado ao resto do mês, os últimos cinco dias registraram 18 novos casos da doença, número abaixo registrado nas semanas anteriores. O boletim epidemiológico desta sexta-feira, 26 de março, mostra que o município possui 647 casos confirmados, sendo que 602 estão recuperados. A Secretaria de Saúde informa ainda que 47 pessoas estão em isolamento domiciliar com sintomas gripais, assim como outros 31, os contactantes.

Na questão das vacinas, Capivari recebeu até o momento 758 doses, com 598 já aplicadas (463 1ª dose e 135 2ª dose). A partir de segunda-feira, 29 de março, inicia a vacinação para idosos de 69 anos e comunidade Quilombola da Costa da Lagoa, no distrito de Santa Rosa. A Secretaria informa que a Equipe de Vacinação estará agendando previamente com os grupos referidos acima, em função dos frascos serem multidoses.

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Capivari do Sul

Vereadores rejeitam pedido de estudo sobre o uso do tratamento precoce à Covid

Henrique Pajares

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Os vereadores de Capivari do Sul reprovaram o Pedido de Providências que solicitava ao Executivo a realização de um estudo para que a comunidade tenha a opção de realizar um tratamento preventivo para a Covid-19. O pedido n° 40/2021, de autoria do vereador Jesuelo Silva, indica ainda que o tratamento seria feito mediante assinatura de termo de compromisso do paciente. Votaram contra o pedido os vereadores Geovane Silveira, Manoel Dias, Cristina Bueno e Fabiano Homem. A favor, além de Jesu, foram Elis Bueno, Tatiane Kestering e Renato Leal. A presidente da Casa Fabiana Costa desempatou a votação, sendo desfavorável ao pedido.

O autor do Pedido de Providências lembrou que em momento algum disse que pretende receitar medicação para a comunidade, e sim, que todos tenham o direito de escolha do tratamento. “Solicito ao Executivo Municipal que seja feito um estudo para saber da viabilidade de nossos moradores poderem ter a opção do tratamento preventivo com ivermectina e precoce com medicações como cloroquina, azitromicina, zinco, vitamina D, etc, para covid-19, mediante assinatura de termo de compromisso pelo paciente”, disse Jesu.

O progressista ainda ressaltou que este tratamento precoce já vem sendo adotado em outros municípios. “Em muitos municípios que o tratamento precoce está sendo implantado os resultados têm sido muito além do satisfatório, e muitos moradores de nossa comunidade já fizeram uso deste tratamento e tiveram ótimos resultados. Peço que o Executivo tenha uma sensibilidade para verificar aqui no município vizinho em Capão da Canoa, o método Coimbra que também vem crescendo entre os médicos, sendo um tratamento indicado barato e eficaz”, comentou.

A vereadora Elis Bueno fez uma breve explanação sobre estudos e experiências de outros municípios que aderiram o procedimento. “O que estamos pedindo hoje é um estudo de viabilidade para que isso ocorra em nosso município. Não podemos lavar as mãos e simplesmente dizer que é ideologia política. Um médico em Palmares, em consulta que tive, disse que os médicos de Capivari estão brincando com a vida as pessoas. Não podemos ter em nosso posto médicos que pensam diferente, que todos podem receber o mesmo tratamento”, comentou Elis.

Cristina Bueno, em sua fala, disse que não pode ir contra a conduta médica. “Não sou eu, vereador, que devo interferir na conduta médica. Não existe estudos que comprovem esse kit covid. Mundialmente procuramos respostas. Hoje eu tenho seis casos de covid na família. Todos tomaram a mesma medicação, usando medicamentos precocemente, e três deles tiveram complicações. Nenhum corpo responde igual ao outro. Tem cidades que estão respondendo processos por distribuir o famoso kit. Tiveram que retirar. O médico é quem deve receitar qualquer tipo de medicação”.

Manoel Dias comentou que este estudo que estão pedindo não é de competência do município. “Esse estudo tem que ser feito lá em cima, pelo Ministério da Saúde, Conselho de Medicina, Anvisa, Organização Mundial da Saúde. Cada um toma o quer, mas não podemos autorizar qualquer coisa. Acredito em Deus e na vacina”, disse.

Renato Leal lamentou que a discussão tenha entrado em ideais políticos. “Muita falta de respeito pelas pessoas que estão assistindo em casa. Era simplesmente uma votação de um pedido de providências de um estudo, e virou um discurso político com acusações graves. O assunto é sério, pessoas perdendo familiares. Estou envergonhado. A politicagem mata. Temos que buscar soluções sim, mas com respeito e união”, relatou Leal.

O líder da bancada do PDT na Câmara, Geovane Silveira, comentou que cabe ao médico prescrever o tratamento que o paciente deve seguir. “Eu não sou contra o tratamento precoce ou ao kit covid, muito menos o Executivo. O que eu penso é que quem deve prescrever a medicação é o médico. Cada um tem a sua profissão aqui e não podemos nos meter na dos outros, querer interferir. Todos esses medicamentos que você citou do kit covid, exceto o zinco e vitamina D, que são manipulados, estão disponíveis na farmácia municipal. Não sou eu que devo dizer o que a comunidade deve tomar, e sim o médico. Isso é ética”, comentou Silveira.

A vereadora Tatiane Kestering disse ser a favor do pedido, pois usou do tratamento precoce e acredita que foi fundamental em sua recuperação. “Eu e meu marido fizemos do tratamento imediato e penso que isso foi fundamental para nossa recuperação, já que temos histórico de doenças respiratórias. Se não tivéssemos tomado, ido atrás da medicação, a coisa poderia ter piorado. Então sou a favor deste pedido. Não estamos querendo prescrever os medicamentos, mas sim que todos tenham acesso a ele. Sou a favor deste estudo para chegar a uma conclusão”, disse.

A presidente Fabiana Costa destacou que foram procurados diversos profissionais para que pudesse se chegar a uma conclusão, mas sem sucesso. “Assino embaixo de tudo o que a vereadora Cristina e o vereador Geovane falaram. Nós procuramos vários profissionais para saber mais sobre o assunto. Ninguém sabe ainda como lidar com essa doença. Nada é comprovado e definitivo. Se lá em cima, que tem cientistas, médicos, doutorados, ainda não tem uma definição, onde nós, um município de 4 mil habitantes podemos chegar? Isso é entre médico e paciente. Eles tem como conversar e decidir o melhor para ele. Não somos nós vereadores que vamos decidir, colocando a comunidade em guerra”.

O vereador Fabiano Homem não se manifestou sobre o pedido.

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Capivari do Sul

Secretaria de Saúde de Capivari do Sul faz apelo a população

Henrique Pajares

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O aumento diário no número de casos de covid-19 em Capivari do Sul tem preocupado as autoridades municipais. Conforme a Secretaria da Saúde, entre os dias 18 de fevereiro e 01º de março, foram detectados 90 novos casos positivos, sendo que nos últimos dias a média foi de 15 casos diários. Conforme o boletim desta segunda-feira, há 77 pessoas infectadas com o vírus, 74 contactantes e 106 com síndrome gripal.

A Secretaria da Saúde publicou um vídeo na última semana, onde a médica da saúde da família, Dra. Lilia Prates, e a enfermeira Fernanda Nozari (foto acima) pedem a colaboração da comunidade para conter a disseminação do vírus, evitando principalmente os encontros e festas entre amigos e familiares. “Este cenário que estamos vivendo agora é reflexo do feriado de carnaval”, ressalta a médica. Lilia ainda reforçou que não há mais leitos disponíveis nos hospitais, tanto na região do Litoral como em Porto Alegre.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Integração Social visitou todos os estabelecimentos comerciais para orientar e distribuir cartazes de prevenção. Também estão sendo realizadas rondas noturnas para averiguar se os estabelecimentos estão cumprindo as normas do decreto e um carro de som foi contratado para transmitir um apelo de conscientização à comunidade.

O Executivo, por meio da Secretaria da Saúde, pede que a população colabore com as medidas de enfrentamento ao covid, evitando, principalmente, locais com aglomerações de pessoas, usem máscara e continuem com os hábitos de higiene. E para aqueles que foram testados positivos, que cumpram com o isolamento conforme as orientações da secretaria.

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