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Editorial

Eventos são o turismo de Capivari do Sul

Henrique Pajares

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Começou na quinta-feira a 15ª edição do Rodeio de Capivari do Sul, com um bom público. Este é um dos maiores rodeios da região e atrai laçadores de diversas cidades do Estado. Durante quatro dias, as ruas no entorno do Parque Municipal de Eventos Abrahão Nunes, no Bairro Jardim Formoso, ficam lotadas de carros e até animais que são amarrados nas cercas do parque.

Além de ser um dos principais eventos do município, o rodeio movimenta o comércio, gera emprego e renda temporários para algumas pessoas e atrai visitantes, estimulando o turismo de eventos em Capivari. Fora as provas campeiras que ocorrem durante todo o dia, a noite também são realizados bailes, que concentram um bom público.

Mesmo que muitos moradores considerem o rodeio um importuno, devido ao barulho e ao mau cheiro causado pelos animais, devemos reconhecer que eventos deste porte, que divulgam o nome do município pelo Estado, são de extrema importância turística e econômica. Hoje, Capivari do Sul não possui nenhum atrativo turístico que traga visitantes a nossa pequena cidade, sendo apenas ponto de parada nos restaurantes e supermercados localizados na ERS 040. Por isso, a importância de eventos que incentive o fluxo de pessoas por aqui.

Sabemos que o Parque Municipal de Eventos não é mais adequado para a realização do rodeio, em vista à proporção que vem conquistando a cada ano. No entanto, a Administração Municipal, que é uma grande apoiadora e incentivadora dos eventos, seja os tradicionais, como o rodeio e a Expofeira, como os que vêm surgindo a cada ano, como a trilha de jipes e outros, já iniciou os preparativos para transformar o Rancho do Capivari num Centro Histórico Cultural e de Eventos. Quem passar de carro pela ERS 040 consegue ver as mudanças que estão ocorrendo por lá.

A compra da área do Rancho em 2014 foi criticada por muitos na época, pois custou aos cofres públicos cerca de R$ 1 milhão. Mas os administradores enxergaram além e hoje o município começa a colher os primeiros frutos deste investimento, pois em 2019 foi possível realizar diversas melhorias, preparando-o para ser um grande parque de eventos de toda a região Litoral Norte.

Num futuro breve, quando for realizado no Rancho, o Rodeio de Capivari do Sul se tornará ainda maior, pois terá capacidade para receber um número bem maior de pessoas. Enquanto isso, continuamos a prestigiar este belo evento no Parque Municipal, pois afinal são só quatro dias e depois tudo volta ao normal!

Editorial Jornal Integração 17/01/2020

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Editorial

Gasolina pesará ainda mais no bolso dos brasileiros

Henrique Pajares

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A gasolina e o diesel ficarão mais caros pela quarta vez seguida neste ano. Desde a sexta-feira (19), os preços médios da Petrobras nas refinarias subirão para R$ 2,48 (gasolina) e R$ 2,58 (diesel), após aplicação de reajustes de R$ 0,23 e de R$0,34 por litro, respectivamente. Isso representa aumento de 10% (gasolina) – desde o início do ano, o acumulado alcança 35% – e 14,7% (diesel).

Com isso, o preço do litro nas bombas pode chegar perto dos R$ 6,00, pesando ainda mais o bolso do consumidor. O preço da gasolina e do diesel vendidos pelo posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras.

Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

Neste sentido, o presidente Jair Bolsonaro tem cobrado governadores no sentido de que eles reduzam o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) sobre os preços dos combustíveis. Na última semana, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o mandatário do país disse que o governo estuda medidas para reduzir impostos, uma vez que a política de preço da Petrobras é livre. O ICMS representa 14% do preço final do diesel.

Em nota na quinta-feira, a Petrobras afirma que esse alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Os preços internacionais do petróleo atingiram nesta quarta-feira os maiores níveis desde janeiro do ano passado. O barril do tipo Brent fechou em alta de 1,6%, a US$ 61,14, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou 1,8%, para US$ 61,14.

A estatal tentou amenizar o impacto das altas no bolso dos brasileiros, citando o preço pago pelos combustíveis internacionalmente. Em nota, destacou que, segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, “o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”.

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Editorial

Independente do modelo, escolas precisam abrir

Henrique Pajares

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Com o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, o foco de notícias da pandemia começou a voltar-se para o retorno presencial das escolas. Algumas instituições particulares já iniciaram o processo, seguindo os protocolos de segurança, higiene e número reduzido de alunos. Para muitos municípios, a aposta para o retorno nas escolas públicas está no ensino híbrido, palavra que vem sendo muito usada no meio educacional.

A partir da pandemia do novo coronavírus, que trouxe a necessidade de isolamento social para evitar a transmissão da covid-19, a transformação digital ganhou ainda mais força em diferentes setores. Na educação, por exemplo, a suspensão das aulas presenciais, em março, impulsionou a implementação do ensino híbrido, ou blended learning.

Considerada uma tendência da educação no século XXI, a metodologia que ficou ainda mais em evidência nos últimos meses consiste na combinação de dois modelos de aprendizagem: o tradicional, que ocorre presencialmente dentro de um cenário que todos já conhecem, e o online, que conta com ferramentas digitais para promover o aprendizado.

No entanto, conforme avaliam alguns profissionais da área, é necessário construir um processo de ensino-aprendizagem que seja estimulante para a criança e ao mesmo tempo em conformidade com os desafios de um mundo em transformação. A interação dos alunos com os colegas é um fator extremamente importante para o desenvolvimento global da criança e a falta de estrutura, tecnologia e a qualificação do corpo docente também são alguns desafios encontrados.

Em Capivari do Sul, a Secretaria da Educação está pensando o retorno às aulas por meio do ensino híbrido, mas ainda há pontos para serem definidos. Palmares do Sul lançou nesta semana uma pesquisa online para os pais responderem se mandarão os filhos para a escola ou não. Assim é mais fácil planejar o retorno, tendo um número aproximado de alunos que querem voltar ao presencial.

Independente de qual modelo for adotado por cada município ou escola, não é possível termos mais um ano sem aulas presenciais, pois manter as escolas fechadas não está protegendo a maioria das crianças da pandemia e ainda as expõe a uma série de outros riscos como desnutrição, violência e déficit de aprendizado. É preciso que a sociedade em geral colabore para conter a pandemia e o ambiente escolar pare de ser visto como o vilão da propagação do vírus.

* Editorial Jornal Integração 05/02/2021

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Editorial

A vacina contra o Covid não precisa ser obrigatória

Henrique Pajares

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Enquanto o mundo inteiro espera pela vacina contra o coronavírus para poder voltar a vida normal, uma grande discussão se levantou no Brasil quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ela não será obrigatória. Como sempre, muitas críticas foram direcionadas ao presidente. No entanto, após sete meses de pandemia, não há notícia de que nenhum país tenha declarado oficialmente que tornará a vacina obrigatória.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda que a aplicação de vacinas contra covid-19 seja obrigatória em qualquer país e se diz contra toda e qualquer medida autoritária neste sentido.
No Brasil, ao nascer, toda criança recebe o caderno de vacinação com orientação de todas as vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros anos de vida, sendo parte delas obrigatória e regulada pelo Programa Nacional de Imunizações. No entanto, sabe-se que não é cumprido à risca e um exemplo são os dados do Ministério da Saúde deste ano, que apontam que os percentuais de crianças com a carteira de vacinação em dia não ultrapassaram a marca de 50 a 60%, e a pandemia pode ter contribuído para isso.

Obrigar uma pessoa a se vacinar não é o melhor caminho para conquistar a imunidade da população, mas sim sempre ofertar e explicar a importância do procedimento tanto para si próprio quanto para os outros.

Para alguns especialistas, em situação de crise de saúde pública, é possível que haja obrigatoriedade, inclusive porque a legislação abre essa perspectiva. Mas eles acreditam que a vacinação compulsória não será necessária, pois a população quer se imunizar. E caso se comprove a segurança e eficácia da vacina, não haverá necessidade de obrigatoriedade, pois a busca será voluntária e volumosa. É mais possível que falte doses do que candidatos.

Portanto, esperamos que as decisões de políticas públicas referentes à vacinação contra covid-19 sejam definidas a partir das aprovações e dos testes. As falas de autoridades e a rusga política em torno das vacinas, não podem atrapalhar os trabalhos, pois acreditamos que a grande maioria está ansiosa por retomar sua vida normal. E neste momento, a vacina é a esperança.

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